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Finanças

Ministério mantém projeção de recuo de 4,7% para País em 2020

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Crédito: Bruno Domingos/Reuters

Brasília – O Ministério da Economia sustentou ontem sua projeção de queda para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2020 de 4,7%, mesmo número calculado em maio, citando a melhoria dos indicadores, em um reflexo do “efeito positivo das políticas adotadas até então”.

A estimativa contrasta com a visão do mercado, mais negativa, embora analistas tenham recentemente melhorado sua perspectiva para a atividade.

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Há cerca de dois meses, a equipe do ministro Paulo Guedes havia projetado que cada semana adicional de isolamento de junho em diante produziria uma perda para a economia de R$ 20 bilhões, destacando que esse eventual prolongamento não havia sido incorporado em seus cálculos.

Se de um lado houve extensão das medidas de distanciamento social para além de maio, a Secretaria de Política Econômica (SPE) avaliou ontem que os resultados dos indicadores mensais de abril e maio “surpreenderam positivamente”, indicando que o vale da crise “provavelmente ficou para trás”.

No boletim Focus mais recente, economistas ouvidos pelo Banco Central estimaram retração de 6,10% para o PIB neste ano, contra tombo de 6,5% calculado na semana anterior.

Em coletiva virtual de imprensa, o secretário de Política Econômica, Adolfo Sachsida, afirmou que quem fez projeções de queda do PIB acima de 6,5% para o Brasil terá que rever esse número “com razoável grau de certeza” e defendeu que a posição do governo deriva da análise de dados.

“Temos que ser consistentes com dados e não com opinião de quem quer que seja”, disse.

Na coletiva, técnicos do governo destacaram o impacto positivo do novo saque emergencial do FGTS para a atividade, além da prorrogação do auxílio emergencial e da influência dos juros básicos em mínima histórica no comportamento do crédito.

O subsecretário de Política Macroeconômica, Vladimir Kuhl Teles, afirmou que há conjunto grande de dados que são analisados pela SPE que efetivamente indica que os resultados de junho virão melhores do que em maio e que os de julho serão melhores ainda.

De acordo com Teles, a equipe econômica está analisando resultados setor por setor e está também atenta a dados como de notas fiscais, movimentação de pessoas, faturamento de cartão de crédito, produção de veículos e de papelão ondulado.

Para o segundo trimestre, o governo vê recuo do PIB de 9,3% ante igual período do ano passado e de 7,5%, com ajuste sazonal, sobre o trimestre imediatamente anterior.

Inflação – Já para a inflação medida pelo IPCA, a perspectiva agora é de alta de 1,60% em 2020, ante expectativa anterior de 1,77%. Neste caso, a SPE afirmou que o ajuste se deve aos impactos negativos dos choques de demanda, que excedem os efeitos da retração da oferta em meio à crise com o coronavírus.

A meta de inflação deste ano é de 4%, com margem de 1,5 ponto para mais ou para menos.

Olhando para frente, a SPE reiterou ainda que o PIB crescerá 3,20% em 2021, 2,60% em 2022 e 2,5% em 2023 e 2024 – mesmos patamares vistos em maio.

Os dados fazem parte da grade de parâmetros que irá balizar a revisão para o comportamento das contas públicas no próximo relatório bimestral de receitas e despesas, a ser publicado até o dia 22.

Em seus últimos cálculos para os dados fiscais em 2020, divulgados no início deste mês, a equipe econômica havia considerado a projeção de PIB do Boletim Focus à época, de retração de 6,5%.

O secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, afirmou que a nova estimativa para o déficit primário, para o rombo nominal das contas públicas e para a dívida bruta e líquida será agora revisada tendo como base a estimativa oficial do PIB pelo ministério, o que possivelmente acontecerá no final deste mês.

Reforma tributária – Durante a coletiva, técnicos do Ministério da Economia reiteraram a importância da reforma tributária, mas não deram perspectivas concretas sobre sua apresentação.

Segundo Waldery, o texto do governo será encaminhado ao Congresso “em um futuro próximo”. Ele também disse que alguns detalhes sobre a proposta estão sendo fechados e que o anúncio será feito por Guedes no momento devido.

O ministério apresentou uma parte do levantamento Prisma Fiscal, que será divulgado hoje, adiantando que 49% dos economistas ouvidos preveem aprovação da reforma tributária no primeiro semestre de 2021, com apenas 7% deles esperando sinal verde do Congresso neste ano. (Reuters)

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