PF pede ao STF abertura de 3º inquérito contra Lulinha sob suspeita de tráfico de influência

Filho do presidente Lula é alvo de novo requerimento que apura suspeitas de atuação irregular junto a ministérios e órgãos públicos
Ouvir a matéria 0:00 / 0:00
PF pede ao STF abertura de 3º inquérito contra Lulinha sob suspeita de tráfico de influência
Foto: Jamil Bittar (Chile) / Reuters

A Polícia Federal pediu a abertura de uma terceira frente de investigação contra o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT), para apurar suspeitas de tráfico de influência.

O requerimento foi feito ao STF (Supremo Tribunal Federal), mas ainda não há informações sobre o teor nem sobre o ministro relator. Os outros dois inquéritos estão sob responsabilidade de André Mendonça.

A primeira investigação autorizada por Mendonça diz respeito a uma suposta atuação de Lulinha junto ao Ministério da Saúde e ao gabinete da Presidência, na tentativa de obter aval para a comercialização de cannabis medicinal.

Lulinha tem atuação no ramo da cannabis junto à empresária Roberta Luchsinger e ao lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS. O pedido da PF cita contatos entre os alvos e servidores, inclusive do gabinete de Lula.

A defesa de Lulinha negou irregularidades e sugeriu haver interesse político por trás do inquérito. Lula afirmou que seu filho não terá privilégios e precisará provar sua inocência no processo.

O Ministério da Saúde afirmou que nunca teve contrato com a empresa de importação de cannabis ligada ao Careca do INSS, a World Cannabis. “Dessa maneira, nunca fez nenhum repasse de recursos públicos a eles.”

Já no segundo inquérito, a PF busca entender se ele agiu junto à Dataprev (Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência), vinculada ao Ministério da Gestão e Inovação, para beneficiar um empresário e prospectar contratos.

O relatório da PF cita que o empresário Cleber Ribas de Oliveira, sócio de uma empresa chamada 3STRUCTURE IT, teria bancado ao menos uma viagem de Lulinha em troca de receber favores no governo.

Os advogados de Lulinha disseram ao jornal O Estado de S. Paulo que a investigação era uma “pesca probatória” e que ele não atuou em benefício de ninguém no governo.

A Dataprev afirmou não ter nenhum contrato com a 3STRUCTURE IT e disse que “pauta sua atuação pela transparência e pela colaboração com os órgãos de fiscalização, controle e investigação”. A Folha não conseguiu contato com a defesa de Cleber.

Conteúdo distribuído por Folhapress

Luísa Martins, Clóvis Francisco Constantino e Constança Rezende
Sobre o autor

Luísa Martins, Clóvis Francisco Constantino e Constança Rezende

Agência Folhapress

Rádio Itatiaia

Ouça a rádio de Minas