Aposentados e pensionistas que votarem nas eleições terão prova de vida do INSS feita automaticamente; veja como funciona

Comparecimento às urnas é uma das formas usadas pelo INSS para confirmar que beneficiários continuam vivos e manter pagamentos sem necessidade de atendimento presencial
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Aposentados e pensionistas que votarem nas eleições terão prova de vida do INSS feita automaticamente; veja como funciona
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

O comparecimento às urnas nas eleições poderá ser usado como Prova de Vida automática para beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A medida alcança aposentados, pensionistas e pessoas que recebem benefícios assistenciais e evita que o segurado precise realizar uma comprovação presencial para manter o pagamento.

Conforme dados do Ministério da Previdência Social, mais de 40 milhões de beneficiários ativos estão incluídos no processo de Prova de Vida do INSS. O procedimento é utilizado para verificar se o titular continua vivo e, dessa forma, se o benefício deve permanecer sendo pago.

Segundo o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, os dados do comparecimento eleitoral são encaminhados ao INSS e incorporados ao processo de verificação. “A Prova de Vida pode se dar por meio do comparecimento eleitoral. Então, se você for votar no dia das eleições, você já terá a prova de vida realizada. O INSS recebe esses dados e já computa como prova de vida”, explica.

Voto entra no cruzamento de dados

A utilização dos dados eleitorais faz parte da mudança no modelo de Prova de Vida, que deixou de ter o atendimento presencial como regra. Desde as alterações promovidas pela Lei nº 13.846/2019 e pelo Decreto nº 10.972/2022, cabe ao poder público buscar informações em diferentes bases para confirmar a situação do beneficiário.

Na prática, o comparecimento às urnas passa a funcionar como uma dessas evidências. Com o registro do voto, o dado pode ser utilizado pelo INSS no processo de comprovação, sem que o beneficiário tenha de realizar uma etapa adicional.

A base do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já teve participação relevante nesse cruzamento. Em 2024, foram registrados eventos eleitorais para 20.957.288 beneficiários, o que contribuiu para a atualização de aproximadamente 5 milhões de Provas de Vida.

Quem não votar também não precisa fazer a prova presencial

O voto, porém, não é a única forma de comprovação utilizada pelo INSS. Para quem não comparecer às urnas, o instituto mantém o uso do Sistema de Integridade e Recuperação de Informações Sociais (SIRIS), que reúne diferentes bases de dados do governo.

Entre os registros utilizados estão eventos como emissão de documentos, movimentações e atendimentos realizados pelo cidadão. O objetivo é encontrar alguma informação recente que confirme que o beneficiário está vivo.

A convocação para regularização ocorre somente quando o sistema não encontra nenhuma fonte capaz de confirmar a vivacidade do titular. Dessa forma, o comparecimento eleitoral funciona como mais uma fonte de informação dentro de um processo que prioriza o cruzamento automático de dados, reduzindo a necessidade de deslocamento, especialmente para idosos e pessoas com mobilidade reduzida.

Sobre o autor

Ana Luisa Sales

Repórter do Diário do Comércio desde 2025, graduada em jornalismo pela UFMG e especialista em ESG e sustentabilidade corporativa pela FGV.

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