TCE-MG determina suspensão de patrocínios de estatais a clubes de futebol

Liminar impede novos contratos e suspende execução financeira dos acordos já formalizados; governo anunciou R$ 32 milhões para Atlético, Cruzeiro e América
TCE-MG determina suspensão de patrocínios de estatais a clubes de futebol
Foto: Divulgação/ TCE-MG

O Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) determinou, por meio de liminar, que empresas estaduais se abstenham de assinar contratos de patrocínio com clubes de futebol de Belo Horizonte e do interior. A decisão também solicita a suspensão imediata da execução financeira dos acordos que já tenham sido formalizados.

O trecho da liminar foi divulgado nas redes sociais pelo governador eleito Cleitinho Azevedo (Republicanos). O documento, com cabeçalho do gabinete do conselheiro em exercício Licurgo Mourão, estabelece que a restrição permaneça até a conclusão da análise do mérito ou a revogação expressa da medida.

A determinação alcança a Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge), a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e a Agência de Promoção de Investimento e Comércio Exterior de Minas Gerais (Invest Minas).

Liminar atinge contratos anunciados para 2027

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Em setembro, o governo estadual anunciou R$ 32 milhões em patrocínios para Atlético, Cruzeiro e América, destinados ao exercício de 2027. A divisão previa R$ 15 milhões para cada um dos dois primeiros clubes e R$ 2 milhões para o América, com o investimento dividido igualmente entre Cemig e Codemig.

Na ocasião, o governador Mateus Simões (PSD) apresentou a iniciativa como uma alternativa para amenizar as perdas de receitas dos clubes com a proibição das casas de apostas (bets) no País. O governo também anunciou a intenção de patrocinar Athletic, de São João del-Rei, e Uberlândia, com valores ainda a serem definidos.

Como contrapartida, as equipes deveriam desenvolver ações de fortalecimento do futebol feminino, incentivo a modalidades olímpicas e formação de atletas das categorias de base. Também estavam previstas iniciativas de inclusão social, como o acesso de estudantes da rede pública estadual a eventos esportivos.

Conforme já publicado pelo Diário do Comércio, o governo informou que os patrocínios utilizariam recursos destinados à publicidade das empresas envolvidas, com exposição das marcas e contrapartidas esportivas e sociais. O anúncio provocou reação de clubes do interior, que cobraram critérios objetivos e públicos para a distribuição das verbas e maior participação nos recursos estaduais.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/


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