BH Airport consolida operações comerciais e de logística
Mais de 100 operações comerciais, seis salas VIP, marcas nacionais e internacionais, serviços públicos, conveniência, alimentação, varejo e novas soluções de hospitalidade compõem hoje o ambiente comercial do BH Airport. Ao longo da concessão, o terminal mineiro dobrou o número de operações e passou a organizar o mix a partir de uma lógica de jornada: o tempo antes do embarque, as conexões, a circulação pela área pública, os serviços de conveniência e o fluxo diário de quem trabalha no sítio aeroportuário ou utiliza o aeroporto como ponto de consumo e atendimento.
A evolução muda a função econômica do terminal de passageiros. A área comercial deixa de operar apenas como apoio à viagem e assume papel direto na experiência, na permanência e na geração de receita não tarifária. Em um setor no qual eficiência operacional e qualidade de serviço caminham cada vez mais próximas da oferta comercial, o BH Airport estrutura um ambiente em que marcas, serviços e hospitalidade se conectam ao comportamento real dos passageiros e à dinâmica do entorno.
Na logística, os números revelam uma frente de negócios com peso crescente para Minas Gerais. Em 2025, o terminal de cargas movimentou 13,1 mil toneladas, registrou 37.769 processos e movimentou, em valor CIF (valor da carga importada/exportada), aproximadamente R$ 15,9 bilhões. A estrutura reúne 15 mil metros quadrados de área total, 12 mil metros quadrados de área alfandegada, 3.131 metros quadrados de câmaras frias, 300 metros quadrados destinados a cargas perigosas e 11 posições para aeronaves cargueiras. Com essa base operacional, o terminal mineiro consolida um hub logístico multimodal capaz de integrar cargas aéreas, marítimas e rodoviárias internacionais em uma mesma plataforma alfandegada.
A integração entre experiência do passageiro e logística multimodal transforma o BH Airport em uma base de negócios com alcance sobre diferentes etapas da economia. Na jornada de quem viaja, permanência, conveniência e hospitalidade se convertem em receita, serviços e relacionamento. Na carga, a estrutura organiza alternativas para decisões que influenciam custo, prazo, caixa e previsibilidade de importadores, exportadores, operadores logísticos, agentes de carga e cadeias industriais. Assim, consumo e comércio exterior passam a compor uma mesma lógica comercial, ancorada na infraestrutura do aeroporto.
De acordo com o gestor comercial do BH Airport, Geovane Medina, a maturidade do modelo está na capacidade de converter infraestrutura em valor para diferentes cadeias de negócios.
“O BH Airport trabalha com uma visão comercial integrada. Na experiência do passageiro, o objetivo é organizar varejo, alimentação, serviços e hospitalidade de acordo com o comportamento de quem circula pelo aeroporto. Na logística, a proposta é oferecer soluções que apoiem decisões estratégicas das empresas, do ponto de entrada da carga à armazenagem, da nacionalização à distribuição. Em ambos os casos, o que orienta a estratégia é a geração de eficiência, conveniência e valor”, afirma.
Varejo aeroportuário
Ao longo da concessão, o BH Airport dobrou o número de operações comerciais e passou a reunir mais de 100 pontos distribuídos entre alimentação, varejo, conveniência, serviços, salas VIP e hospitalidade. O desenho do mix considera os diferentes usos do terminal por passageiros, visitantes e comunidade aeroportuária, com ofertas posicionadas conforme fluxo, tempo de circulação, perfil de consumo e função de cada área.
Essa composição dá peso especial à área pública, onde o consumo se articula à prestação de serviços e à conveniência, com operações que vão de alimentação e varejo a emissão de documentos e passaporte.
O portfólio foi estruturado para atender diferentes perfis, com opções para distintos momentos de consumo, gostos e faixas de preço. Na alimentação, marcas como Starbucks, Pizza Hut, Spoleto, Giraffas, Subway, Heineken, Rokkon, Nescafé e Kopenhagen combinam comodidade, praticidade, casual dining e produtos premium. No varejo, operações como Chilli Beans, Bendizê, Leitura, Bagaggio e Bola Show diversificam a oferta entre acessórios, presentes, livros, bagagens e artigos esportivos.
Em 2026, a agenda comercial avança sobre três pilares: segmentação da oferta, qualificação da jornada e incremento de receitas não tarifárias. Entre as novidades, estão uma nova sala VIP na área doméstica, próxima aos portões 27 e 28, um Fast Lane com canal de inspeção VIP nas linhas de raio-X, novas operações na sala de embarque internacional e expansão do portfólio nas áreas doméstica e pública.
Também está em desenvolvimento o delivery indoor por robô, solução que leva o varejo até o passageiro nas áreas internas do terminal. O serviço permitirá a entrega de produtos durante a permanência no aeroporto, aproximando conveniência, tecnologia e consumo em uma etapa da jornada em que tempo, conforto e praticidade têm valor comercial crescente.
Hospitalidade transforma tempo em receita
A hospitalidade ocupa posição estratégica na infraestrutura comercial do BH Airport ao converter tempo de circulação em serviço, receita e diferenciação competitiva. O terminal reúne hoje seis salas VIP, diferentes soluções de hospedagem e formatos de descanso pensados para passageiros em conexão, viagens corporativas, permanências mais longas e embarques com maior previsibilidade. Esse conjunto cria uma oferta segmentada, capaz de atender desde quem busca conveniência rápida até quem procura uma experiência premium antes do voo.
O Hotel Ruby marca uma nova etapa dessa estratégia. Integrado à área de embarque, na entrada do Terraço Panorâmico, no segundo pavimento da área interna do aeroporto, o empreendimento ocupa aproximadamente mil metros quadrados e conta com 45 unidades habitacionais: 18 na categoria premium, 26 luxury e uma adaptada para pessoas com deficiência. Os quartos oferecem isolamento acústico, climatização, estações de trabalho e refeições prontas 24 horas por dia.
O conceito fast premium adotado pelo Ruby combina eficiência, previsibilidade e otimização do tempo. A proposta permite que o passageiro deixe o quarto e acesse o portão de embarque em poucos minutos, reduzindo deslocamentos e integrando hospedagem à jornada de viagem. A oferta se soma ao Hotel Linx Confins, instalado no sítio aeroportuário, com 174 quartos e taxa média de ocupação superior a 90%, além de nove dormitórios para descanso por até 12 horas, com funcionamento 24 horas por dia.
Nas salas VIP, o BH Airport estrutura uma oferta que combina conforto, conveniência, produtividade e acesso qualificado ao embarque. A Advantage VIP Lounge tornou-se o principal marco dessa estratégia. Primeira sala VIP com fast track do terminal mineiro, foi eleita a melhor do mundo pela Priority Pass, maior programa global de experiências em aeroportos. O espaço ocupa quase mil metros quadrados, recebe até 236 pessoas simultaneamente e funciona 24 horas por dia.
“A hospitalidade deixou de ser apenas conforto adicional e passou a compor a estratégia comercial do aeroporto. Salas VIP, hotel indoor, dormitórios de curta permanência e serviços integrados ajudam a qualificar o tempo do passageiro, criar fontes de receita e fortalecer a atratividade do BH Airport para diferentes perfis de viagem. É uma oferta que combina experiência, eficiência e geração de valor”, esclarece o gestor comercial do BH Airport, Geovane Medina.

Ele acrescenta que a oferta de serviços premium e a hospitalidade direcionam a estratégia de geração de valor do terminal. “As nossas soluções tornam a jornada do passageiro mais eficiente, diversificam e ampliam oportunidades de receitas e fortalecem a atratividade do BH Airport para diferentes perfis de viagem. O objetivo é conectar experiência, conveniência e produtividade em uma oferta capaz de gerar valor para passageiros, marcas e operação”, complementa.
Terminal de cargas oferece soluções integradas e ajustadas ao perfil do cliente
No terminal de cargas, a evolução comercial reposiciona a operação em torno de soluções logísticas integradas, com maior aderência às demandas de cadeias produtivas que dependem de prazo, custo, controle fiscal e previsibilidade. A criação de uma estrutura dedicada de sucesso do cliente fortalece essa abordagem ao permitir desenhos operacionais ajustados ao perfil de cada carga, ao setor atendido e ao modelo de distribuição das empresas.
É nesse contexto que o BH Airport estrutura o hub logístico multimodal, conectando cargas aéreas, marítimas e rodoviárias internacionais em uma mesma plataforma alfandegada. O portfólio reúne armazenagem, entreposto aduaneiro, recebimento em zona primária, nacionalização, distribuição, soluções fiscais e serviços agregados. Na prática, o aeroporto atua em etapas decisivas da cadeia logística, oferecendo alternativas para empresas que buscam reduzir dependência de outros recintos, aproximar estoque do mercado consumidor e ganhar eficiência no comércio exterior.
A base física sustenta esse posicionamento. O terminal de cargas reúne 15 mil metros quadrados de área total, 12 mil metros quadrados de área alfandegada, 3.131 metros quadrados de câmaras frias, 300 metros quadrados dedicados a cargas perigosas e 11 posições para aeronaves cargueiras. É também o único recinto alfandegado de Minas Gerais com operação 24 horas, diferencial relevante para cadeias industriais que operam com cargas sensíveis, alto valor agregado ou janelas logísticas mais rígidas.
A relevância do modelo está na possibilidade de reorganizar decisões que impactam diretamente a competitividade das empresas. O ponto de entrada da carga, o local de armazenagem, o momento da nacionalização, o regime fiscal aplicado e a etapa de distribuição interferem em caixa, prazo, custo e nível de serviço. Ao integrar essas variáveis em uma única estrutura, o hub logístico multimodal amplia o papel do terminal mineiro na estratégia logística de importadores, exportadores, operadores, agentes de carga e segmentos como Ciências da Vida, automotivo e mineração.
De acordo com Geovane Medina, o diferencial está na integração entre infraestrutura, serviço e inteligência logística. “Na logística, competitividade depende da capacidade de conectar etapas que normalmente ficam dispersas na cadeia. O hub logístico multimodal permite reunir entrada da carga, armazenagem, controle fiscal, nacionalização e distribuição em uma plataforma estruturada para gerar eficiência. Para as empresas, isso significa mais previsibilidade, melhor gestão de custos e maior flexibilidade para decidir quando e como colocar a carga no mercado”, destaca.
Conectividade logística
A rota cargueira Miami–BH, operada pela Latam Cargo, insere Minas Gerais em um dos principais corredores internacionais de carga e reforça a função do BH Airport como ponto de conexão entre mercados externos, estrutura alfandegada e distribuição terrestre no Brasil. A frequência semanal cria uma alternativa para empresas que dependem de regularidade, previsibilidade e acesso direto ao mercado brasileiro. No terminal mineiro, a chegada da carga se conecta a uma operação preparada para armazenagem, custódia fiscal, nacionalização e distribuição, permitindo que o fluxo internacional tenha continuidade em Minas, sem depender exclusivamente de outros recintos alfandegados.
Essa lógica se amplia com o Air Hub e o regime de entreposto aduaneiro, que permitem manter produtos disponíveis no Brasil sem antecipar a nacionalização de todo o volume importado. A carga permanece armazenada sob custódia fiscal, com pagamento de tributos apenas no momento da nacionalização. Para setores de alto valor agregado, produtos sensíveis ou operações sujeitas à variação de demanda, o modelo oferece ganhos em caixa, flexibilidade e capacidade de resposta.
Em 2025, o segmento de Ciências da Vida respondeu por 32% dos processos no terminal de cargas, desempenho que evidencia aderência entre a infraestrutura disponível (câmaras frias, controle de temperatura, operação alfandegada contínua e acompanhamento especializado) e cadeias industriais que exigem rastreabilidade, integridade e previsibilidade. A multimodalidade completa esse desenho. No modal rodoviário, o MIC-DTA permite que cargas provenientes dos principais mercados da América do Sul sejam nacionalizadas no hub logístico multimodal.
Nas remoções em DTA, o BH Airport se conecta aos aeroportos do Galeão (RJ), Viracopos (Campinas/SP) e Guarulhos (SP), com alternativa até 84% mais barata em comparação aos recintos secundários, conforme a tabela 9 da Anac. Já no corredor de importação, cargas marítimas FCL e LCL seguem dos principais portos do Brasil para Belo Horizonte em regime DTA, com recebimento, deslacre e armazenagem 24 horas por dia, sete dias por semana. O modelo sustenta o posicionamento do BH Airport como o “porto das Minas Gerais”, ao permitir que cargas marítimas sejam trazidas ao Estado, nacionalizadas mais perto do mercado consumidor e distribuídas a partir de uma base integrada.
Depois da nacionalização, o door delivery dá continuidade ao fluxo por via rodoviária para Belo Horizonte, Região Metropolitana, Sul de Minas e Centro-Oeste do Brasil, reduzindo interfaces entre liberação alfandegária e destino. Para empresas enquadradas no perfil Remessa Conforme, o hub logístico oferece área alfandegada exclusiva, estrutura dedicada, fiscais disponíveis 24 horas por dia e acompanhamento do time de sucesso do cliente. O conjunto de soluções transforma o terminal de cargas em uma plataforma de decisão logística, na qual entrada, armazenagem, regime fiscal, nacionalização e distribuição passam a ser organizados de forma integrada.
“A infraestrutura comercial do BH Airport se consolidou como uma alavanca de geração de valor e um ativo estratégico para Minas Gerais. O varejo e a hospitalidade qualificam a experiência do passageiro e atraem novas oportunidades de consumo e serviços. O hub logístico multimodal fortalece a conexão com mercados internacionais e cadeias produtivas globais. Ao integrar essas frentes, o BH Airport transforma conectividade em competitividade e reforça o papel do aeroporto no desenvolvimento econômico do Estado”, conclui Medina.
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