BH Airport movimenta empregos, renda e oportunidades além das pistas
Hoje, mais de 8 mil pessoas trabalham no BH Airport. Na rede econômica que se organiza em torno do terminal mineiro, a operação sustenta mais de 28 mil empregos. Entre 2014 e 2025, a concessionária pagou cerca de R$ 1,07 bilhão em outorgas ao governo federal e R$ 180 milhões em ISS para os municípios de Confins e Lagoa Santa, ambos na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH).
Em conjunto, esses números ampliam a compreensão sobre o papel do BH Airport na dinâmica regional: além de viabilizar embarques e desembarques, o terminal mineiro movimenta renda, sustenta postos de trabalho e mantém uma relação contínua com a comunidade do entorno.
Na aviação, cada avanço de 10% está associado a impacto estimado de 1% no Produto Interno Bruto (PIB) regional e de 1,6% na geração de empregos. Sob essa perspectiva, a relevância de um aeroporto não se limita à conexão entre destinos: ela também se expressa na forma como a operação repercute no território, seja na criação de postos de trabalho, no fortalecimento da educação pública ou na ampliação de oportunidades para quem vive no entorno.
Em 2025, essa presença também se deixou medir por outro ângulo. Os projetos sociais do aeroporto impactaram diretamente mais de 3,7 mil pessoas em iniciativas voltadas à educação, à empregabilidade, à inclusão e ao relacionamento com a comunidade. O recorte anual não resume, por si só, o alcance social do terminal mineiro, mas ajuda a iluminar uma dimensão cada vez mais nítida dessa atuação: a de uma infraestrutura cuja relevância também se expressa na capacidade de irradiar oportunidades, fortalecer vínculos e participar da vida das cidades ao redor.
A leitura ganha densidade quando inserida no percurso recente do BH Airport. Nos capítulos anteriores desta série, o terminal mineiro foi apresentado como eixo da conectividade doméstica, como referência em sustentabilidade e como operador de uma agenda crescente de inovação aplicada à rotina aeroportuária. O capítulo social acrescenta uma nova camada a essa trajetória ao mostrar como trabalho, educação e comunidade entram na mesma equação de desenvolvimento.
Pessoas
Poucas estruturas reúnem, em funcionamento contínuo, uma rede tão diversa de atividades quanto um aeroporto. Segurança operacional, manutenção, atendimento, áreas técnicas, gestão ambiental, tecnologia, operação comercial e funções administrativas coexistem em uma engrenagem que depende de coordenação permanente. Nesse ambiente, a experiência do passageiro é apenas a face visível de um sistema apoiado em milhares de decisões, rotinas e interações.
É nesse contexto que o reconhecimento recente do BH Airport pelo Great Place to Work (GPTW) ganha significado. O terminal mineiro passou a integrar o ranking das 45 melhores empresas para trabalhar em Minas Gerais, na categoria de médio porte, alcançando a 38ª posição. Na pesquisa aplicada aos colaboradores, registrou 85% de favorabilidade. O principal destaque foi o índice de orgulho de pertencer, que chegou a 92% entre cerca de 300 profissionais.
Para a gerente administrativa, financeira e de pessoas do BH Airport, Dardânia Leite, o resultado oferece mais do que um retrato de percepção: funciona como ferramenta de gestão. “A pesquisa tem valor porque transforma percepção em diagnóstico. Ao refletir de maneira estruturada a experiência dos colaboradores, ela nos dá elementos para compreender a solidez da nossa cultura, identificar pontos de atenção e orientar a gestão de pessoas com base em evidências, e não apenas em impressões”, afirma.
Em operações de alta complexidade, esse tipo de diagnóstico não se restringe ao clima interno. Ele também ajuda a compreender de que forma pertencimento, comunicação e confiança repercutem sobre a consistência da rotina.
“O índice de 92% de orgulho de pertencer traduz um vínculo genuíno entre as pessoas e o propósito do BH Airport. Esse resultado sinaliza uma cultura sustentada por confiança, corresponsabilidade e reconhecimento do papel que cada um exerce em uma operação que impacta milhares de vidas todos os dias. Quando esse sentido é compartilhado, o trabalho individual ganha densidade coletiva”, sublinha Dardânia Leite.
A executiva acrescenta que o reconhecimento não encerra a agenda interna, mas amplia o compromisso com sua evolução. “Esse reconhecimento não representa um ponto de chegada. Ele reforça a responsabilidade de seguir investindo em escuta, desenvolvimento e aprimoramento das nossas práticas. Em um ambiente como o aeroportuário, cultura organizacional exige acompanhamento contínuo, capacidade de revisão e disposição permanente para evoluir”, ressalta.
Projetos educacionais ampliam oportunidades e aproximam novos horizontes
Se a base humana sustenta a operação, é na educação que parte importante da presença social do BH Airport ganha forma mais duradoura no território. Em 2025, essa atuação reuniu iniciativas de perfis distintos, mas orientadas por um mesmo princípio: ampliar repertórios, aproximar oportunidades e construir vínculos com continuidade.
Em Lagoa Santa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), as ações desenvolvidas em parceria com o Projeto Educacional Ninho beneficiaram 1.053 pessoas ao longo do ano.
Uma das mobilizações reuniu cerca de 500 participantes em oficinas, brincadeiras e rodas de conversa, com impacto direto sobre 130 crianças e adolescentes. Diversidade, histórias plurais e profissões ligadas ao universo aeroportuário estiveram entre os temas abordados: uma aproximação que ajuda a tornar mais próximo um campo profissional ainda percebido, por muitos jovens, como distante da realidade.
No encerramento do ano, essa parceria assumiu um caráter ainda mais mobilizador. Colaboradores do BH Airport adotaram cartinhas e participaram da entrega de presentes para mais de 200 crianças, em uma celebração que envolveu aproximadamente 700 pessoas da comunidade. Livros, materiais educativos, itens criativos e bicicletas compuseram a ação, que articulou engajamento interno e presença ativa no entorno.
Para a gerente de comunicação e marketing do BH Airport, Joelma Fraga, o alcance dessa iniciativa está na capacidade de aproximar conhecimento, ampliar perspectivas e fortalecer o senso de pertencimento. “Ao conectar crianças e jovens ao universo da aviação e às diferentes possibilidades de carreira, abrimos portas, ampliamos horizontes e despertamos neles o desejo de também ocupar esse espaço no futuro, como profissionais ou como passageiros, viajando para um dos mais de 70 destinos conectados pelo BH Airport. Investir em educação é gerar transformação com impacto duradouro”, afirma.
A atuação educacional também avançou por meio de uma frente estruturada de apoio à rede pública municipal, desenvolvida em parceria com a prefeitura e a Fundação da Gide (FdG). Em 2025, a iniciativa beneficiou 360 pessoas diretamente e passou a atender cerca de 630 estudantes em duas escolas de ensino fundamental. O projeto aplica a metodologia Gestão Integrada da Educação (Gide), que combina diagnóstico da realidade escolar, definição de metas, elaboração de planos de ação e acompanhamento sistemático de indicadores.
Os dados de 2025 indicam desempenho acima das metas estabelecidas. Considerando apenas os anos iniciais do ensino fundamental, os resultados globais registraram 75,34% de aprovação, diante de uma meta de 70,43%. No acompanhamento do 3º bimestre, o aproveitamento global da rede municipal chegou a 56,14%, frente à meta de 47,33%. Nos anos iniciais, o índice foi de 72,24%, acima da meta de 59,87%. Nos anos finais, alcançou 19,35%, superando a meta de 18,25%.
Nas duas escolas atendidas, os indicadores seguiram a mesma direção. Na Escola Municipal de Tavares, o aproveitamento acumulado nos anos iniciais do ensino fundamental atingiu 70,37%, diante da meta de 59,19%. Na Escola Municipal Afonso José da Silva, o índice acumulado no 3º bimestre chegou a 72,87%, acima da meta de 60,09%.
No mesmo período, a rede pública municipal evoluiu do Selo Bronze, em 2024, para o Selo Ouro, em 2025, no Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA), reconhecimento do Ministério da Educação baseado em critérios como organização da gestão educacional, monitoramento da aprendizagem, formação de professores, uso de dados para tomada de decisão e resultados em alfabetização.
Para a gerente de comunicação e marketing do BH Airport, Joelma Fraga, a evolução reforça a relevância de iniciativas baseadas em continuidade, cooperação e acompanhamento técnico. “O avanço da rede municipal no Selo de Alfabetização evidencia a importância de uma gestão educacional orientada por metas, indicadores e pela articulação entre diferentes atores da sociedade”, afirma. “A participação em iniciativas como essa reflete o compromisso do BH Airport com o desenvolvimento do território e com uma agenda que contribui para o futuro das crianças”, completa.
Mercado de trabalho ganha impulso com diversas iniciativas
A contribuição de um aeroporto para o desenvolvimento regional também pode ser observada na capacidade de aproximar o dinamismo econômico da operação de oportunidades concretas para a população do entorno. Em 2025, esse movimento ganhou expressão no Feirão de Empregos do BH Airport, realizado em Pedro Leopoldo, na RMBH. O evento impactou 870 pessoas, reuniu 35 empresas, ofertou mais de 200 vagas e resultou em cerca de 100 contratações efetivadas.
Essa frente se relaciona diretamente à diversidade de atividades que gravitam em torno da operação do BH Airport. Companhias aéreas, comércio, alimentação, manutenção, logística, limpeza, atendimento, tecnologia e serviços especializados compõem um ambiente econômico com ampla capacidade de absorção de mão de obra. Quando esse ecossistema se articula em torno de iniciativas voltadas à empregabilidade, os efeitos alcançam a economia regional de forma mais disseminada e ajudam a aproximar crescimento setorial de oportunidade concreta.
Ao longo da concessão, o BH Airport consolidou uma trajetória de crescimento que redefiniu a relevância do terminal mineiro para Minas Gerais. A expansão da conectividade, a incorporação da agenda ambiental à infraestrutura e o avanço da inovação aplicada à rotina aeroportuária já haviam revelado diferentes dimensões desse processo. O capítulo social acrescenta outra camada a essa leitura: a de um aeroporto cuja atuação também se expressa na sustentação de empregos, no apoio à educação pública e no fortalecimento de laços mais duradouros com a comunidade.
Esse protagonismo se distribui em diferentes frentes. Tem evidências no ambiente interno, quando cultura organizacional, confiança e pertencimento contribuem para a consistência da operação. Ganha forma na educação, quando o apoio à gestão escolar e as ações voltadas a crianças e adolescentes ampliam repertórios e acompanham resultados. Também se manifesta na empregabilidade, quando o dinamismo do setor se converte em acesso direto ao mercado de trabalho. No conjunto, o que emerge é o retrato de uma infraestrutura voltada ao movimento, mas capaz de produzir permanência no território, em forma de oportunidades, vínculos e desenvolvimento compartilhado.
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