Negócios

Estúdios compactos ganham força no mercado imobiliário como ativos de investimento

Projeto arquitetônico deixou de ser uma escolha estética e se tornou parte da estratégia de rentabilidade do imóvel
Ouvir a matéria 0:00 / 0:00
Estúdios compactos ganham força no mercado imobiliário como ativos de investimento
Foto: Reprodução Adobe Stock

A expansão dos apartamentos compactos nas grandes cidades brasileiras está mudando a forma como investidores e arquitetos enxergam o imóvel. Mais do que um espaço para morar, a unidade passou a ser avaliada como um ativo financeiro, com métricas de desempenho, taxa de ocupação e retorno mensal. Nessa lógica, o projeto arquitetônico deixou de ser uma escolha estética e virou parte da estratégia de rentabilidade.

São Paulo concentra o movimento com mais intensidade. Só no último ano, cerca de 100 mil unidades compactas foram lançadas na capital paulista, atraindo investidores de outras regiões do País para um segmento que combina demanda crescente e tíquete de entrada mais acessível do que imóveis maiores.

O perfil de quem investe também mudou. A nova geração de compradores quer previsibilidade: saber, antes de fechar negócio, qual será o potencial de ocupação do imóvel, quanto ele pode render por mês e de que forma o projeto influencia esses números.
É nesse ponto que entra a UALL, empresa fundada em São Paulo em 2021. Especializada em estúdios e apartamentos compactos voltados para investidores, ela desenvolveu uma metodologia que começa pela análise do mercado local, do perfil do público-alvo e do potencial de geração de renda, e só então parte para definições de layout, acabamento e mobiliário.

Desde a fundação, a empresa entregou mais de 300 projetos e acumula uma carteira de mais de 60 investidores recorrentes. Os estúdios desenvolvidos registram taxa média de ocupação de 82% e retorno médio de 1,1% ao mês sobre o investimento, segundo a empresa.

“Cada região tem uma dinâmica própria e um perfil específico de demanda. Quando o projeto nasce dessas informações, o imóvel se torna mais competitivo”, diz Felipe Marques Barbugiani, um dos sócios-fundadores.

O processo interno envolve mais de 160 etapas integradas por tecnologia, com controle de cronograma, custos fechados e acompanhamento de todas as fases da obra. A estrutura foi desenhada para resolver um problema recorrente: investidores que reformavam imóveis sem estratégia clara de posicionamento e seguiam enfrentando dificuldades de ocupação após a entrega.

Para o outro sócio, Matheus Araujo Sanchez, a convergência entre arquitetura, dados e mercado imobiliário deve se aprofundar nos próximos anos, à medida que os centros urbanos se tornam mais densos e os inquilinos mais exigentes. “O imóvel passou a ser avaliado também pela sua capacidade de gerar receita e atrair demanda”, afirma.

Rádio Itatiaia

Ouça a rádio de Minas