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300 ANOS DE MINAS Especial Negócios Negócios-destaque
Estamos abertos à cooperação com empresários de todos os cantos, afirmou Paulo Brant | Crédito: Reprodução

Parte das comemorações dos 300 anos de Minas Gerais, completados no dia 2, o governo do Estado, por meio da Vice Governadoria, Apex-Brasil e Agência de Promoção de Investimentos e Comércio Exterior de Minas Gerais (Indi) realizaram o Webinar 300 anos de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais.

Na abertura, o vice-governador do Estado, Paulo Brant, ressaltou a importância de datas como o tricentenário para nos fazer refletir sobre o orgulho de ser mineiro e as grandes potencialidades do Estado.

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“Os 300 anos de Minas é um momento muito importante para a gente celebrar e, principalmente, ter uma visão mais abrangente da importância e do potencial de Minas. Muito tem sido dito sobre as dificuldades financeiras do governo do Estado, que são reais, mas não têm nada a ver com pujança e potencial de Minas Gerais. O Estado é muito maior que o governo, somos um Estado muito forte e rico, não só nas condições objetivas na atração de investimentos e negócios – tamanho do mercado, posição geográfica, tamanho do polo industrial -, mas, mais do que isso, temos instituições, cultura e a qualidade da gente mineira. Temos uma rede de ensino exemplar, uma rede de pesquisa, ciência e inovação também exemplar. Pensamos que os negócios se fazem só na base de fatos concretos, mas a cultura, o ambiente e a qualidade das instituições de um território são cruciais. Nesses 300 anos, estamos abertos à cooperação com empresários de todos os cantos. Somos um governo amigo do empreendedor, que entende que o protagonismo das ações econômicas é do setor privado, o papel do governo é criar condições”, explicou Brant.

Também durante a abertura, o diretor de Negócios da Apex Brasil, Augusto Pestana, ressaltou que, em 1720, a nascente Capitania de Minas Gerais já se notabilizava como motor econômico da colônia. E qualificou como prioritária a relação da Apex Brasil com o Estado.

“Minas já nasceu como um motor de negócios do Brasil e segue central na relação do Brasil com o exterior. Nossa agenda em Minas se fortalece com a consolidação da atuação em rede a partir de escritórios regionais. No campo da qualificação, adotamos uma nova metodologia piloto em Minas, com foco no agronegócio. No final de julho, o projeto do aeroporto industrial foi apresentado com destaque na plataforma da Apex. Na promoção digital dos negócios, temos uma participação ativa da Fiemg e significativa presença mineira. A Apex dá grande prioridade a sua parceria com Minas em tudo que se refere à atração de investimentos diretos. Apesar da pandemia e todos os desafios, existem motivos para otimismo. O Brasil voltou a figurar entre os 25 mercados mais confiáveis para investimentos, e Minas tem grande responsabilidade nessa conquista. O desenvolvimento econômico de Minas Gerais conta com o entusiasmo da Apex Brasil”, afirmou Pestana.

O primeiro painel, “Os principais desafios e oportunidades para a ampliação das Exportações”, foi mediado pelo subsecretário da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Sede), Juliano Alves Pinto. Nele, foi ressaltada a importância do pioneirismo e da diversidade da economia mineira ao longo da história como fator fundamental para que o Estado se mantenha pujante e protagonista nos negócios internacionais realizados pelo Brasil.

Fiat – Relembrando a história da Fiat em Minas, que começou na década de 1970, o vice-presidente do departamento Jurídico e de Relacionamento Externo da FCA Fiat Chrysler em Minas Gerais, Márcio Lima, mirou o futuro reverenciando aspectos culturais que ainda são determinantes para formar um bom ambiente de negócios.

“O Brasil se unificou pelo papel de Minas em atrair investimentos e pessoas em torno da atividade de mineração. Quando começamos aqui, o mercado brasileiro não absorvia toda a produção, então a fábrica já começou com vocação para exportação. Os anos de construção foram difíceis, mas Minas quando pega para fazer alguma coisa, faz bem feito. A Fiat começava a ter esse papel de desbravar um novo território – saindo do eixo de SP, onde estavam os fornecedores e consumidores – e veio se instalar em Betim. A garra e visão do mineiro fez com que desse certo. Além do café, da mineração, temos alta tecnologia no Estado. Hoje somos responsáveis por trazer indústrias extremamente tecnológicas, em condições de disputar o mercado global”, explicou Lima.

Segundo a gerente do Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Rebeca Macedo, o atual cenário de juros baixos e real desvalorizado pode ser melhor aproveitado pelas empresas mineiras interessadas em exportar.

“A Fiemg acredita que os acordos comerciais trazem grandes oportunidades para a nossa indústria. Essas negociações têm como estratégias principais a abertura de novos parceiros. Quanto à atual conjuntura econômica, ela permite mais acesso a aquisição de equipamentos principalmente para os produtos que podem ser destinados à exportação. A desvalorização do real potencializa a nossa competitividade, e para ampliar essa nossa pauta de exportações, além do câmbio favorável, é muito importante investirmos na desburocratização dos processos para exportação, melhoria na cadeia logística e inovação nos nossos produtos”, pontuou Rebeca Macedo.

Mineração ainda tem muito a contribuir com a economia

Promovido pelo governo do Estado, por meio da Vice Governadoria, Apex-Brasil e Agência de Promoção de Investimentos e Comércio Exterior de Minas Gerais (Indi), como parte das comemorações pelo tricentenário de Minas, o segundo painel do Webinar “300 anos de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais” teve como tema “O papel dos investimentos na diversificação da economia e inovação em Minas Gerais”. A moderação foi realizada pelo presidente da Agência de Promoção de Investimentos e Comércio Exterior de Minas Gerais (Indi), Thiago Toscano.

Nessa parte do encontro virtual, muito foi dito sobre como a mineração, apesar de ser uma indústria tradicional, pode contribuir para a modernização e diversificação da economia mineira. Segundo o gerente de Relações Governamentais da Anglo American, Thomaz Nemes, o setor está em um momento decisivo e deve fazer sua autocrítica depois dos desastres ambientais e humanos acontecidos nos últimos anos.

“Temos que trazer melhores práticas para o dia a dia operacional e refletirmos sobre como atuamos sobre as comunidades e meio ambiente. Esse é um compromisso da Anglo American. Precisamos ter a responsabilidade de pensar no que vem depois dos nossos empreendimentos, quando a atividade estiver exaurida. Entendemos que não podemos ser o protagonista na política de diversificação econômica. Esse é um papel do governo, mas devemos ser um importante parceiro. Uma coisa abundante no Estado é inovação. Nós também precisamos abraçar esse mundo e porque não fazer isso em Minas Gerais? Participamos do Mining Hub e Fiemg Lab. Também trabalhamos com a Ufop (Universidade Federal de Ouro Preto). A inovação vai ser o tema dos próximos 100 anos de Minas Gerais”, afirmou Nemes.

A fala do cônsul do Reino Unido em Minas Gerais, Lucas Brown, caminhou no mesmo sentido. Ele lembrou que o primeiro investimento britânico no setor de mineração no Brasil foi, justamente, uma mina de ouro em Minas Gerais.

“O setor está em um momento decisivo com a chegada de novas tecnologias e valorização de minerais estratégicos. As próximas décadas serão as mais importantes em um século para o setor e Minas tem uma grande oportunidade de ser protagonista nesse processo, implantando as melhores práticas e, assim, atraindo investidores cada vez mais interessados em sustentabilidade. E eu ainda gostaria de destacar outros setores. O governo do Estado foi pragmático ao abraçar o setor de energia e tornar Minas Gerais o Estado mais atraente para investimento em fotovoltaica. Além de energia renovável, vale destacar também a transição energética e eletrificação da mobilidade com a primeira planta de bateria de lítio da América Latina, em Minas, com investimento britânico. Vejo muitas possibilidades de investimentos”, completou Brown.

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