Grupo Humanidade investe R$ 30 milhões em open mall em Juiz de Fora: conheça o Passeio Jotaefe
O Grupo Humanidade está construindo um open mall de uso misto com 25 operações em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira: o Passeio Jotaefe. A empresa está investindo cerca de R$ 30 milhões nesse projeto que aposta no conceito de convivência urbana, identidade local e integração com a cidade. A expectativa é de inaugurar o complexo no fim deste ano.
O empreendimento de 30 mil metros quadrados (m²) de área total está sendo erguido em frente ao condomínio Estrela Alta, na avenida Rubens Pinto da Silva, nº 1.205, no bairro Salvaterra; uma das regiões de maior valorização imobiliária do município. Ele promete oferecer um novo espaço de circulação e experiências para a população local, com seis praças integradas distribuídas ao longo do local.
O fundador e CEO do Grupo Humanidade, Rodrigo Mendonça, destaca que o projeto segue um conceito distinto do modelo clássico de shopping center marcado pelo grande volume de lojas em uma área fechada. Ele ressalta que o novo complexo possui maior contato com a natureza e grandes áreas a céu aberto, como praças para pet e para crianças, além de um office garden voltado para quem deseja trabalhar em uma área aberta.
Na visão do empresário, o formato convencional de malls tem perdido espaço para opções que oferecem algo além do comércio. “O Passeio Jotaefe é um projeto comercial semelhante ao modelo clássico, mas com alguns diferenciais que, atualmente, têm sido demandado pelas pessoas neste tipo de empreendimento”, descreve.
Operações confirmadas para o empreendimento
O Passeio Jotaefe funcionará em um modelo aberto de convivência e uso comercial misto, reunindo gastronomia, serviços, lazer e circulação de pessoas em uma configuração inspirada na dinâmica urbana da cidade. Mendonça ressalta o caráter regional das operações que serão instaladas no local. “Nós temos o orgulho de dizer que todas as operações são de Juiz de Fora e com uma longa história de sucesso na cidade”, declara.


O CEO do Grupo Humanidade destaca ainda que o complexo não terá uma unidade de fast food, uma vez que o foco do espaço será predominantemente as operações de gastronomia, como comida a quilo, brigaderia e gelatto. No entanto, o local também deverá receber unidades menores de imobiliárias e uma área de coworking do próprio mall.
Entre as operações confirmadas está uma academia de 2 mil m² da Lyft, uma churrascaria da Churrasqueira, um restaurante da Japa Hall Sushi Bar e uma hamburgueria da Spotin Hamburgueria. Já a pizzaria Gano Doc será a única operação que não possui uma origem na cidade, sendo de Barbacena, na região Central de Minas Gerais.
Além disso, o empreendimento ainda terá uma área esportiva com quadras de beach tennis e um campo de futebol com operação de uma franquia do Paris Saint-Germain Academy; além de uma área destinada para a prática do ciclismo.
O projeto busca reinterpretar elementos urbanos tradicionais de Juiz de Fora, como a rua Halfeld e suas conexões entre galerias e o calçadão, criando uma experiência voltada à circulação de pessoas, permanência e encontros cotidianos.
Mendonça ressalta que o fato de o empreendimento ter sido projetado para atender às demandas da cidade mineira é um dos grandes diferenciais do projeto. O objetivo do executivo com esse open mall é devolver tudo aquilo que o município lhe proporcionou.
O executivo destaca que o empreendimento nasce muito mais como um espaço de convivência do que como um centro comercial tradicional. “Acreditamos que as cidades caminham para modelos mais policêntricos, com diferentes espaços de encontro e experiência urbana”, afirma.
Ressignificação da cidade e demais projetos
Esse projeto também aposta no fortalecimento da identidade local como um de seus diferenciais. Mendonça explica que a ideia não é competir com a região central da cidade, mas ampliar as possibilidades de circulação urbana. Ele ressalta que o centro de Juiz de Fora possui uma dinâmica muito própria e extremamente rica do ponto de vista urbano.
“O Passeio surge como uma ampliação do principal espaço de convivência da cidade, reforçando a forma como as pessoas vivem e se encontram nele”, diz.



O CEO lembra que, assim como a maioria das cidades monocêntricas, Juiz de Fora nasceu a partir do Centro, uma área até então marcada pelo intenso movimento de pessoas. Ele destaca a presença de pontos tradicionais como a rua Halfeld, com inúmeras galerias, e o desenho urbano do município, com projetos de inúmeros arquitetos renomados.
Porém, o Centro, segundo Mendonça, vem perdendo força nos últimos anos e ficando cada vez mais caro e vazio em momentos fora do horário comercial. “Não tem vida, apesar de ter uma história fantástica”, acrescenta.
O executivo pontua que o Passeio Jotaefe busca resgatar essa história e o orgulho da cidade de ter um espaço voltado para todos os moradores, independentemente da idade ou da classe social. O objetivo do projeto também passa pela melhoria da qualidade de vida das pessoas.
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Além do complexo, o Grupo Humanidade também possui outros seis projetos na região. A empresa conta com um empreendimento similar chamado Spazio, localizado na ladeira Alexandre Leonel, nº 221, no bairro São Mateus.
Mendonça destaca que também está com outro projeto de uso misto previsto para a região de Salvaterra, próximo à rodovia BR-040, em uma área quatro vezes maior que a do Passeio. “Eu já tenho uma área contratada para desenvolver um projeto assim que o Passeio Jotaefe pegar um pouco de tração. Estou iniciando as tratativas de masterplan e algo mais macro para viabilizar o projeto”, afirma.
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