Mineira Hammock Studios lança cards em homenagem a ídolos do Atlético e projeta mais seis contratos

Itens colecionáveis serão apresentados durante o leilão realizado pelo Instituto do Galo e homenageia cinco ídolos do clube
Mineira Hammock Studios lança cards em homenagem a ídolos do Atlético e projeta mais seis contratos
Foto: Diário do Comércio Leonardo Leão

O estúdio criativo mineiro Hammock Studios está lançando uma linha de cards em homenagem a jogadores históricos do Clube Atlético Mineiro. A empresa planeja desenvolver outros produtos semelhantes a esses em parceria com seis dos grandes times de futebol no Brasil até o fim deste ano.

Inicialmente, serão cinco cards com desenhos de artistas brasileiros renomados, com imagens de Dadá Maravilha, Reinaldo, Ronaldinho Gaúcho, Victor e Hulk. Esses itens serão apresentados no leilão do Instituto Galo, que será realizado nesta quinta-feira (5). O fundador e CEO da Hammock Studios, Helon Esteves Junior, explica que o conceito criativo e artístico do projeto é tratar esses atletas como “super heróis da vida real”.

“O produto envolve cinco cartas únicas colecionáveis que retratam cinco grandes momentos do clube e ídolos da torcida atleticana. O nosso objetivo com esse produto é mostrar que há uma nova maneira de trabalhar essas instituições de marcas centenárias”, descreve.

Além disso, o empresário ressalta que para contar a história de clubes como o Atlético para a nova geração, é preciso estar onde este público está. Pensando nisso, a empresa planeja lançar itens colecionáveis tanto no ambiente físico quanto no digital. Ela já está com mais um contrato fechado com um time brasileiro e outros dois acordos em negociação.

Já o diretor de criação da Hammock Studios, Cristiano Seixas, destaca que esse projeto é o resultado de dois anos de desenvolvimento da empresa. Segundo ele, a ideia do negócio é reunir a cultura e artistas brasileiros com as tendências do mercado de games e entretenimento.

Seixas relata que o estúdio também está trabalhando no desenvolvimento de um jogo de futebol desde o início das operações. No entanto, o diretor ressalta que assim que surgiu a oportunidade de ser um dos principais apoiadores do leilão do Instituto Galo, a empresa entendeu que esse seria o momento mais adequado para o lançamento da Hammock no mercado.

“Nós desenvolvemos todo esse conceito para juntar a parte da Hammock Studios, de entretenimento e desenvolvimento desse novo produto; com a Casa dos Quadrinhos, que é a base do desenvolvimento artístico da empresa; e com a parte social do Instituto Galo”, diz.

Ele ainda pontua que a proposta do projeto foi elaborada e apresentada pelo estúdio ao instituto. O objetivo é realizar uma espécie de prova de conceito do produto desenvolvido pela empresa. Segundo ele, o caráter social da iniciativa contribuiu para a negociação com os artistas e na obtenção das imagens dos jogadores.

“Nós estamos doando todo o nosso investimento e todo o material com os cards para o instituto, a partir daí ele fará o leilão”, acrescenta.

Mercado de licenciamento

Ambos os sócios destacam alguns dos desafios de trabalhar com produtos licenciados no País. A empresa vem aprendendo a lidar com o cenário no mercado nacional, que difere bastante do praticado em outros lugares do planeta. Esteves explica que o direito de imagem no Brasil é pessoal e revogável, possibilitando cobranças futuras, independentemente do tempo.

“O nosso interesse está sendo em sentar com alguns clubes para definir um modelo de negócio que seja benéfico para todos e deixar bem claro que nós estamos aqui para agregar. A nossa ideia não é utilizar a imagem em benefício próprio”, afirma.

Além disso, o CEO ressalta que muitos ídolos do futebol brasileiro estão passando por dificuldades, com destaque para aqueles que jogaram nos anos 1950 e 1960. Ele garante que mudar esse cenário está entre as missões sociais do negócio, visando “educar” o torcedor para valorizar e apoiar os seus ídolos.

O diretor de criação da Hammock ressalta que o estúdio também planeja lançar produtos que vão além do mundo do futebol. Ele relata que a ideia é poder desenvolver outros projetos de licenciamento ou de criação interna envolvendo outros temas. Atualmente, a empresa está desenvolvendo um projeto de criação interna voltado para a área de ficção.

Já Esteves destaca que a cultura brasileira está passando por um período de proeminência internacional, principalmente, na moda e nos cosméticos. “É um sinal que o mercado deu e nós interpretamos no sentido de que a cultura brasileira não perde para ninguém quanto a storytelling, riqueza de histórias e diversidade”, diz.

Além disso, o objetivo da empresa é, segundo o fundador, desmistificar a ideia de que é necessário sair do País para trabalhar com HQs, gibis, animação e games. Segundo ele, existem muitos profissionais capacitados e a cultura brasileira tem potencial de atingir mercados ainda maiores que apenas o interno. Nesse caso, o futebol serve como uma grande porta de entrada.

Sobre o autor

Leonardo Leão

Repórter do Diário do Comércio desde 2022. Graduado em Jornalismo pela Estácio.


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