MRV é a única construtora brasileira entre as 100 maiores do mundo

Construtora mineira ocupa a 92ª posição em levantamento da Deloitte, com vendas de US$ 1,95 bilhão em 2025, alta de 16,7% em dólares
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MRV é a única construtora brasileira entre as 100 maiores do mundo
Foto: MRV&Co/ Divulgação

A mineira MRV Engenharia é a única construtora brasileira entre as 100 maiores companhias de capital aberto do setor de construção no mundo. Segundo o relatório Global Powers of Construction 2025, da Deloitte, a empresa ocupa a 92ª posição no ranking global, com vendas de US$ 1,951 bilhão no ano passado.

O resultado representa crescimento de 16,7% em dólares e de 21,1% em moeda local na comparação com 2024. O desempenho superou o registrado pelo conjunto das 100 maiores companhias do setor, cuja receita total recuou 0,4% em relação ao ano anterior, para US$ 1,972 trilhão.

O valor de mercado da construtora e incorporadora mineira encerrou 2025 em US$ 795 milhões, com valorização de 64,1% em dólares e de 46,7% em reais. No conjunto, as 100 maiores companhias somaram US$ 892,7 bilhões em valor de mercado, alta de 12% em relação a 2024.

MRV registra vendas recordes no terceiro trimestre de 2026

Em 2026, a MRV&Co registrou R$ 3,04 bilhões em vendas no terceiro trimestre, crescimento de 29,6% em relação ao mesmo período de 2025. O resultado representa um recorde de vendas da companhia para o período.

A empresa também registrou geração de caixa de R$ 456 milhões, revertendo a queima de R$ 23,4 milhões observada no terceiro trimestre de 2025. O tíquete médio das vendas avançou 3,1% na comparação anual, chegando a R$ 276 mil.

Os lançamentos somaram R$ 2,64 bilhões no terceiro trimestre, alta de 12,4% em relação ao mesmo período de 2025. No acumulado de janeiro a setembro de 2026, as vendas avançaram 15,2%, enquanto a velocidade de vendas (VSO) passou de 46% para 48,4%, aumento de 2,4 pontos percentuais.

Construção na América Latina deve movimentar US$ 359,7 bilhões em 2026

O estudo também destaca que o Brasil integra, ao lado de México, Chile e Peru, um grupo de países da América Latina e do Caribe que apresentou maior disciplina macroeconômica, com avanços no controle da inflação. Segundo a Deloitte, a estabilidade macroeconômica melhorou e a inflação está, de modo geral, sob controle na região.

Apesar desse cenário, a Deloitte ressalta que o crescimento econômico da região permanece limitado a cerca de 2%, devido ao baixo nível de investimentos, às taxas de juros reais elevadas e às deficiências estruturais de produtividade. O mercado de construção na América Latina foi estimado em US$ 346,5 bilhões em 2025, com projeção de alcançar US$ 359,7 bilhões em 2026.

Segundo o levantamento, a expectativa é que o setor mantenha a trajetória de expansão e alcance US$ 471,9 bilhões até 2035, com taxa composta de crescimento anual (CAGR) de 3,1% entre 2026 e 2035.

Sobre o autor

Leonardo Leão

Repórter do Diário do Comércio desde 2022. Graduado em Jornalismo pela Estácio.