Rede Kaza aposta em análise jurídica e atendimento especializado para ampliar segurança nas negociações imobiliárias
Diante do aumento na frequência de fraudes nas negociações entre compradores e vendedores de imóveis, a imobiliária Rede Kaza tem adotado um sistema rigoroso de análise documental e atendimento especializado para clientes. Além disso, a empresa implementou assessoria jurídica durante todas as etapas das negociações entre as partes interessadas na compra e na venda de imóveis.
A empresa, que conta atualmente com 52 colaboradores distribuídos entre os setores de venda, locação, jurídico, financeiro, administrativo e marketing, afirma que o trabalho preventivo permite identificar pendências que poderiam comprometer a conclusão dos negócios apenas nas fases finais da transação.
Segundo o gerente de Marketing da Rede Kaza, Paulo Andrade, a atuação começa ainda na etapa de captação dos imóveis. A empresa mantém equipes especializadas por categoria de produto e região, com o objetivo de realizar avaliações mais precisas e orientar os proprietários sobre as condições reais de mercado. “Conseguimos não apenas anunciar o imóvel, mas também prestar consultoria. Isso inclui a parte documental. Há imóveis que possuem alguma pendência documental e que precisam ser regularizados antes da venda”, declara.
Andrade explica que a estrutura jurídica interna permite verificar previamente a existência de restrições, processos judiciais, penhoras ou outros impedimentos que poderiam interromper a negociação após a aceitação de uma proposta.
“Muitas vezes, quando não existe esse aconselhamento jurídico, a venda acaba sendo interrompida apenas no final do processo. Depois que a proposta já foi aceita e todos chegaram a um acordo sobre valores, descobre-se que o proprietário possui um processo judicial em andamento há anos e sequer sabia disso”, comenta.
Regras de mercado evitam disputas
Outra orientação do setor envolve o respeito aos procedimentos formais durante as visitas aos imóveis. Conforme Andrade, a ficha de visita exigida pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis (CRECI) é um documento importante para registrar o atendimento realizado pelo corretor e evitar conflitos posteriores.
Andrade diz que há casos em que compradores visitam um imóvel por intermédio de uma imobiliária e posteriormente tentam concluir o negócio por meio de outro profissional, acreditando que conseguirão reduzir custos com comissões. “A partir do momento em que ocorre a primeira visita, existe um compromisso formalizado pela ficha”, esclarece.
No entanto, a tentativa de concluir a compra de um imóvel a partir de outro corretor após a realização da visita inicial pode gerar disputas judiciais envolvendo o pagamento de comissão. Ele afirma que muitos compradores e vendedores desconhecem as regras do mercado imobiliário e acabam enfrentando custos adicionais e questionamentos judiciais durante a negociação. “A pessoa acredita que está economizando, mas pode acabar criando um problema jurídico e financeiro para todas as partes envolvidas”, afirma.
Quando o cliente deseja mudar de imobiliária após uma experiência insatisfatória, Andrade explica que a prática recomendada pelo mercado é a formalização de parcerias entre as empresas envolvidas, com compartilhamento da comissão e ciência de todas as partes.
Qualificação profissional
Para o gerente da Rede Kaza, a profissionalização do corretor também é um fator determinante para reduzir fraudes e problemas nas negociações. “Se o corretor busca qualificação, entende as normas do CRECI, atua de acordo com as regras do mercado e se posiciona de forma profissional, esses golpes e práticas inadequadas tendem a diminuir”, declara.
Ele ressalta que tanto imobiliárias quanto profissionais autônomos devem oferecer aos clientes segurança documental, transparência e orientação técnica durante todas as etapas da negociação.
Contexto do mercado
A preocupação com a segurança das transações ocorre em um momento de aumento dos registros de estelionato no País. Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2025 apontam que Minas Gerais registra cerca de 106 mil ocorrências do crime por ano, incluindo fraudes envolvendo compra, venda e aluguel de imóveis.
Segundo o presidente do Registro de Imóveis do Brasil em Minas Gerais, Flávio Augusto Costa, a consulta à matrícula do imóvel continua sendo uma das principais ferramentas de prevenção. “A segurança de qualquer transação imobiliária reside na base de dados do Registro de Imóveis, pois é ela que valida quem detém o domínio do bem e se há plena liberdade para sua negociação”, recomenda.
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