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Escândalo ‘ecumênico’: Banco Master amplia crise política em ano eleitoral

A cada capítulo, caso Master continua a chocar a sociedade brasileira
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Escândalo ‘ecumênico’: Banco Master amplia crise política em ano eleitoral
Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil

“O roto e o esfarrapado abraçam-se no mesmo camburão” — Domingos Justino Pinto, educador.

Como “adivinhado” por muitos analistas políticos, o escândalo Master vem-se revelando multilateral e “ecumênico”. A “metralhadora giratória” dos mimos do banqueiro corrupto atingiu certeiramente alvos localizados nas mais diferentes e inimagináveis latitudes nos domínios públicos. A cada dia que passa, a sociedade, apoderada de espanto, é cientificada de “novidades” que desfazem a imagem de “bom mocismo” de pessoas tidas e havidas, até então, como cidadãos acima de qualquer suspeita…

A Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal sob a relatoria do Ministro André Mendonça, do STF, vem oferecendo desdobramentos avassaladores. São vistos como verdadeiro terremoto político-financeiro, o maior já registrado na história republicana. A tese de que a criminosa engrenagem favoreceu indistintamente gregos, troianos, sumérios e astecas, todos espremidos no mesmo balaio, atuando de forma suprapartidária, vai-se confirmando bem explicitamente à medida que as investigações se aprofundam. Outro dia ainda, eram apontados, na legião de suspeitos, como beneficiários do esquema mafioso, os senadores oposicionistas Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, e Ciro Nogueira, líder do “Centrão”, ex-chefe da Casa Civil no governo Bolsonaro. Já agora, mais recentemente, o foco se volta, nas diligências policiais, para personagens da situação. As acusações recaem sobre o líder do governo no Senado, o ex-governador da Bahia Jaques Wagner. Anteriormente, como sabido, o elenco dos supostos implicados na maracutaia envolveu governadores do Rio de Janeiro e Distrito Federal (ambos da oposição), outros políticos destacados, magistrados da alta cúpula, funcionários do Banco Central e de outras agências oficiais, dirigentes de organização estatal e sabe-se lá mais quem…

Como não poderia deixar de ser, a incandescente questão do Banco Master vem frequentando, de maneira insistente, o debate político nessa fase pré-eleitoral. A troca de farpas entre adversários adquiriu enorme intensidade após as revelações das possíveis participações de políticos de diferentes bandeiras nas fraudes investigadas. Para observadores atentos das contendas retóricas — melhor dizendo, das trocas de desaforo —, soam um tanto quanto divertidas as argumentações dos dois lados. Afinal de contas, o que se observa é o roto atacando o esfarrapado.

Não existem êmulos de Nostradamus, bolas de cristal, cartomancia e jogo de búzios com poderes mágicos capazes de antecipar o que vem pela frente a mais em matéria de revelações chocantes. O que se sabe, com certeira convicção, é que a opinião pública quer que toda essa lambança seja colocada em pratos rigorosamente limpos, doa a quem doer…

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