O rumo escolhido

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O rumo escolhido
Foto: Foto: Ricardo Stuckert/ Fotos Públicas

“Enquanto o povo celebra a democracia, o extremismo amarga o vexame político” (Antônio Luiz da Costa, professor).

Triunfo insofismável, o de Lula. Classificá-lo de fraudulento é incidir em deslavada má-fé. É confessar publicamente inclinação para aventura golpista, outra vez. Como se pôde observar, toda aldeia global, de modo bastante caloroso, apressou-se em felicitar o presidente brasileiro pela reeleição.

Três países apenas deixaram de fazê-lo, num primeiro momento. Por motivos bem visíveis. Eu disse “visíveis”, Não risíveis. Cá estão eles: Estados Unidos de Trump, Israel (ainda) de Netanyahu, Argentina de Milei, personagem que se socorre sempre, via mediúnica segundo suas próprias palavras, da orientação de seu finado cão Rex nas decisões governamentais momentosas.

As manifestações externas trouxeram inimaginável surpresa. O símbolo gestual do “L” foi acolhido como fonte de inspiração da luta pela democracia. O coro de vozes solidárias abrangeu, até mesmo, chefes de Estado, celebridades artísticas, ambientalistas e ativistas sociais de renome. As câmeras de televisão flagraram pessoas em concentrações públicas e assembleias solenes, a desenhar no ar, como sinal de renovada esperança, o emblema citado, obviamente sem a conotação político-partidária que tem por aqui. As circunstâncias relatadas são, não há como duvidar, alentadoras, no sentido de revelar que o Brasil galvaniza atenções, ocupando posição de vanguarda na comunidade das nações, entre outros motivos, por suas convicções democráticas.

Tudo isso dito e assimilado, sobra agora retornar o olhar para a inesperada e deprimente atuação, nessa história toda, do oponente derrotado por Lula, escondido em Miami, sabe-se lá com quais malévolas intenções. O isolamento a que está sendo submetido, inclusive pela “companheirada” de pouco tempo atrás, documenta instante desditoso da crônica política nacional
Quem diria – santo Deus! – Que algo assim pudesse, algum dia ocorrer? Cidadão bem posto na vida, senador, filho de pai importante, aparentemente no domínio das faculdades mentais, tem o nome imposto, em detrimento de figuras mais representativas, a concorrer ao cargo de presidente de um país da grandeza do Brasil. Após campanha eleitoral extenuante, acompanhada com enorme interesse por milhões, rigorosamente enquadrada nas regras do saudável jogo democrático, toma a amalucada decisão de abandonar em desabalada carreira, o palco dos acontecimentos, sem dar a mínima explicação a quem quer que seja: correligionários, adversários, lideranças políticas, sociedade, enfim todo o enorme contingente de brasileiros que, desavisada mente, levou-o a serio.

A manobra golpista repelida em todas as frentes retirou Flávio da liderança oposicionista. A repercussão do seu estabanado gesto foi negativa. Cá dentro e lá fora. É só ler o que diz a respeito mídia impressa internacional. Quanto ao mais, o Brasil prossegue altivo no rumo escolhido por sua valorosa gente.

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Diário do Comércio