COTAÇÃO DE 26/11/2021

DÓLAR COMERCIAL

COMPRA: R$5,5950

VENDA: R$5,5960

DÓLAR TURISMO

COMPRA: R$5,6300

VENDA: R$5,7570

EURO

COMPRA: R$6,3210

VENDA: R$6,3222

OURO NY

U$1.792,60

OURO BM&F (g)

R$322,88 (g)

BOVESPA

-3,39

POUPANÇA

0,4620%

OFERECIMENTO

INFORMAÇÕES DO DOLAR

Opinião

EDITORIAL | A operação tapa-buraco

COMPARTILHE

Crédito: REUTERS/Ueslei Marcelino

O ministro Paulo Guedes, ex-aluno da Faculdade de Ciências Econômicas da UFMG e da Universidade de Chicago, dono de uma carreira muito bem-sucedida no mercado financeiro e em inúmeras ocasiões e governos anteriores lembrado para titular do ministério que atualmente ocupa, foi para a candidatura do hoje presidente Jair Bolsonaro uma espécie de avalista das políticas que levariam o Brasil a reencontrar a senda do crescimento econômico. Uma condição que, com toda certeza, rendeu ao então candidato simpatias – e votos – de amplos setores do empresariado, em especial do mercado financeiro.

O economista resistiu, até agora, aos altos e baixos do governo ao qual serve e, ao contrário de alguns de seus auxiliares mais próximos, dentre eles o mineiro Salim Mattar, chamado a liderar o programa de privatizações, que, nos cálculos iniciais, renderia mais que uma centena de bilhões de dólares ao Tesouro Nacional, que primeiro perceberam que estavam num barco sem rumo, continua pensando o contrário. Eis o que se pode concluir depois de ter recebido em seu gabinete o próprio presidente da República, que quebrou todos os protocolos na ilusão de que sua visita devolveria musculatura ao ministro, que na véspera era dado como demissionário.

PUBLICIDADE

Tudo isso por conta da quebra de compromissos que colocam em risco os acanhados esforços para manter receitas e despesas equilibradas, tendo como objetivo final zerar o déficit fiscal. Tarefa que soa impossível no ambiente político brasileiro, especialmente quando se aproximam as eleições presidenciais. Guedes, que pode gostar dos rapapés do poder mas deve ter saudades de seu tempo de  banqueiro prestigiado, parece não ver o que a maioria aponta e, resumindo, diz que está tudo bem, ou pelo menos sob controle, explicando como meritórios os malabarismos que estão sendo feitos para garantir pequeno auxílio aos que estão abaixo da linha da pobreza.

Não há a menor dúvida de que é preciso, urgentíssimo na verdade, socorrer os que simplesmente já não têm o que comer, esforço que não pode ser temporário, devendo ser mantido até que todos possam estar de pé. O problema é que malabarismos contábeis não sustentam, ao longo do tempo, tamanho esforço e o ministro da Economia, bom aluno que foi, sabe muito bem disso.

Eis o ponto-chave. Tentam apagar o incêndio, mas parece que não sabem onde está a caixa d’água,  qual o seu nível e, sobretudo, como repô-lo. Ou, como diriam alguns economistas, a equação não fecha, o que significa dizer que os problemas à frente serão maiores e de mais difícil solução.

Ao comentar você concorda com os Termos de Uso. Os comentários não representam a opinião do portal Diário do Comércio. A responsabilidade sob qualquer informação divulgada é do autor da mensagem.

COMPARTILHE

NEWSLETTER

Fique por dentro de tudo que acontece no cenário economico do Estado

OUTROS CONTEÚDOS

PRODUZIDO EM

MINAS GERAIS

COMPARTILHE

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram

Comunicar erro

Identificou algo e gostaria de compartilhar com a nossa equipe?
Utilize o formulário abaixo!