Lula defende cuidar das fronteiras porque Trump ‘está atrás de minerais críticos e petróleo’
Em agenda para tratar de segurança pública no Rio de Janeiro, o presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), fez críticas à decisão do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de classificar facções criminosas como terroristas. O presidente defendeu ainda investimentos nas forças de segurança e no policiamento de fronteiras como uma questão estratégica de soberania nacional.
“Temos petróleo na Margem Equatorial a 175 quilômetros da costa do Amapá. O pré-sal está a 300 quilômetros. Nós temos de tomar conta porque o Trump está aí, está atrás de minerais críticos e de petróleo”, afirmou o presidente brasileiro.
Lula argumentou também que “terrorista é o Bolsonaro, que tentou matar a mim e ao Alexandre de Moraes”, referindo-se ao ex-presidente da República Jair Bolsonaro, atualmente cumprindo prisão domiciliar por tentativa de golpe de Estado, e citando o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). “Bandidos são terroristas para as pessoas que estão na periferia. Mas não aceito a ideia do Trump de que facções criminosas são terroristas”, afirmou.
O presidente da República fez nesta sexta-feira (18) o acompanhamento das Ações Integradas para o Enfrentamento ao Crime Organizado no Rio de Janeiro.
O plano prevê uma cooperação entre o governo federal, o governo estadual e a prefeitura no âmbito da segurança pública.
Lula defendeu que, se a iniciativa “der certo no Rio, dará em qualquer lugar”. “Estamos tendo um novo começo para criar um novo padrão de segurança nesse País”, argumentou.
Em um aceno à força feminina de segurança, elogiou a presença de agentes mulheres da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no evento. “Temos de ter mais mulheres na PRF para fazer inteligência. Elas são mais inteligentes do que os homens.”
O presidente se comprometeu em transformar 138 prisões em presídios de segurança máxima e defendeu mudanças na gestão das unidades. “Advogado para visitar o preso tem de ter critério. Cadeia não é lugar para comandar quadrilha, é para pagar pelo crime que cometeu”, afirmou.
Conteúdo distribuído por Agência Estadão
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