Alerta geral da Anvisa para brasileiros que possuem diabetes

Alerta geral da Anvisa para brasileiros que possuem diabetes
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a comercialização de tiras para medir glicemia da marca Accu-Chek Active, vendidas no Brasil através da Amazon. A agência classificou os itens como falsificados e proibiu sua distribuição, importação e uso em todo o território nacional.

A resolução foi publicada no Diário Oficial da União no dia 22 de outubro e afeta diretamente quem depende desse teste para acompanhar os níveis de açúcar no sangue. A lista inclui dois produtos: as tiras Accu-Chek Active C/50 e o kit com 100 unidades do medidor.

Como a irregularidade foi descoberta

A Roche Diabetes Care Brasil, fabricante responsável pelo item original, identificou divergências em dois anúncios na plataforma de comércio eletrônico. Faltava a embalagem externa padrão, e os produtos traziam uma inscrição em inglês — ONLY FOR GOVERNMENT TENDER — indicando destinação exclusiva a licitações públicas.

Esses lotes tinham origem em programas públicos de saúde, mas acabaram desviados e revendidos no varejo sem autorização da empresa.

A fabricante negou, em nota, que os itens sejam necessariamente falsificados. Segundo a companhia, a irregularidade está ligada aos lotes números 29.533.831 e 29.534.131. Os produtos foram retirados da cadeia de distribuição autorizada sem conhecimento ou aval da Roche e colocados à venda de forma ilegal.

Orientação para quem compra o teste

A Roche recomenda que o consumidor busque o Accu-Chek apenas em canais oficiais — lojas autorizadas dentro de marketplaces, farmácias e drogarias credenciadas. Checar a integridade da embalagem antes da compra ajuda a identificar se o item é genuíno.

Até a Anvisa publicar a proibição, os anúncios dos itens irregulares ainda estavam disponíveis na Amazon. A Agência Brasil tentou contato com a plataforma para obter um posicionamento sobre o caso e mantém o espaço aberto para incluir a resposta da empresa.

Quem já comprou um dos dois itens citados na resolução deve suspender o uso imediatamente e buscar outro ponto de venda credenciado para repor o estoque do teste.

Quando a proibição não impede o consumo imediato

A resolução da Anvisa proíbe a fabricação, a distribuição e a importação dos lotes específicos, mas não obriga os consumidores a destruir unidades adquiridas antes de sua publicação. Quem comprou um dos itens pode usá-lo até o fim da validade das tiras.

O risco não está na qualidade do teste em si, mas na perda de rastreabilidade do armazenamento e do transporte, já que o produto saiu de um canal não autorizado. A suspensão é imediata apenas no sentido de não comprar novos estoques desses lotes.

Como identificar se o Accu-Chek que você comprou é genuíno

  1. Verifique se a embalagem externa está intacta e completa — produtos desviados vêm sem essa camada de proteção
  2. Procure a inscrição em inglês “ONLY FOR GOVERNMENT TENDER” na embalagem — se estiver presente, o lote foi destinado a licitações públicas e não deveria estar no varejo
  3. Confirme que a compra foi feita em canal autorizado: lojas oficiais dentro de plataformas online ou farmácias e drogarias credenciadas pela Roche
  4. Quando em dúvida sobre autenticidade ou número de lote, ligue para o SAC Accu-Chek (0800 772 0126) antes de usar o produto
Sobre o autor

Laura Silveira

Rádio Itatiaia

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