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Coronavírus exclusivo Turismo

Reinventar-se é palavra de ordem do setor de turismo

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O My Place Savassi Hotel Boutique fez a revisão de todos os seus processos para receber quem, por algum motivo, não pode deixar de trabalhar durante a pandemia | Crédito: Thobas Almeida

Extremamente impactada pelas restrições de deslocamento impostas em todo o mundo, a hotelaria tenta se reinventar e é, justamente, atender ao grupo de risco uma das saídas encontradas por alguns players. A proposta, porém, exige uma preparação especial e extremo cuidado.

No Hotel Fazenda Parque do Avestruz, em Esmeraldas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), a preparação para esse momento começou ainda em fevereiro.

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Segundo a diretora comercial e sócia do Parque do Avestruz, Fabiana Silveira, a ideia veio de uma preocupação com a própria família. O hotel é um empreendimento familiar comandado por ela e mais três irmãos. Ainda em fevereiro, quando as notícias a respeito do novo coronavírus se intensificaram, veio o sinal de alerta em relação aos pais. E foi daí que surgiu a ideia de se preparar para atender hóspedes com o mesmo perfil.

“Resolvemos que nos isolaríamos aqui com nossos pais e contratamos uma consultoria para saber como poderíamos nos preparar para receber hóspedes que tivessem o mesmo perfil de risco que eles. Desde então, estamos adequando a nossa estrutura e qualificando nosso pessoal. Vamos receber esses hóspedes a partir do dia primeiro de maio e o projeto inicial está previsto para durar 90 dias”, explica Fabiana Silveira.

Todos os protocolos de higiene do hotel com utilização de produtos hospitalares foram atualizados e a capacidade máxima caiu de 74 para 44 vagas. As áreas comuns como salão de jogos, piscina e restaurante ficarão fechadas. Os 40 hectares de área, porém, poderão ser utilizados para atividades físicas isoladas e a recomendação é que os hóspedes aproveitem a oportunidade de contato com a natureza.

Também os colaboradores estão em isolamento no hotel há 30 dias. Alguns foram colocados em férias há 15 dias por fazerem parte do grupo de risco. Ainda farão parte da equipe uma nutricionista e profissionais de enfermagem. Uma ambulância também será colocada à disposição em tempo integral.




“Não é um projeto simples. Queremos manter nosso negócio ativo e também prestar um serviço social. Muitas famílias estão preocupadas com seus idosos. Filhos e netos vão voltar ao trabalho e os riscos para esse grupo podem aumentar. Temos recebido muitas consultas e reservas de aposentados que moram sozinhos, de grávidas, gente que trabalha o dia todo e fica preocupado com os pais e outras pessoas com comorbidades. Nosso objetivo é ajudar essas pessoas que estão vivendo angustiadas diante dessa doença que ninguém sabe quando vai passar”, destaca a diretora comercial do Parque do Avestruz.

Crédito: Divulgação

Máxima proteção – Na região da Savassi, na Capital, o hotel My Place Savassi Hotel Boutique também fez a revisão de todos os seus processos para receber quem, por algum motivo, não pode deixar de trabalhar durante a pandemia. O objetivo é oferecer a máxima proteção para hóspedes e colaboradores.

De acordo com o gerente de Hospedagem do My Place, Alexandre Moura, o Covid-19 impõe à hotelaria um novo paradigma de funcionamento. Mesmo quando a crise acabar, as operações não voltarão a ser como antes.

“Nossos maiores emissores – Rio de Janeiro e São Paulo – impuseram restrições mais rígidas logo no início e isso fez com que não tivéssemos mais hóspedes. Nosso escape foi que já trabalhávamos na modalidade long stay (mensalistas). Então o que fizemos agora foi adaptar nossa estrutura física e reforçar o treinamento para esses tempos de pandemia”, afirma Moura.

O hotel está com ocupação de 40%. O ideal para a operação é algo em torno de 70%, segundo entidades do setor. A alternativa para o My Place aumentar o número de hóspedes foi fechar parcerias com empresas diversas, buscando mensalistas, e não apenas hospedagens por curtos períodos. Várias companhias e indústrias continuam suas atividades e alguns dos seus funcionários, que são de outras cidades, precisam de hospedagem.

Para atender a esse público sem correr riscos, o hotel adotou novos procedimentos para garantir a higienização completa das áreas comuns e apartamentos, como também, na segurança e proteção dos colaboradores e hóspedes. Entre as novas medidas implementadas, estão: uso de produtos de limpeza específicos; utilização de alguns Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) pelos colaboradores, que até então não eram exigidos pela Vigilância Sanitária; serviços opcionais de café da manhã e almoço no quarto, maior espaçamento entre mesas no restaurante e andares exclusivos para hóspedes da mesma empresa que possam estar utilizando-se de home office.




“Em Belo Horizonte, já são cerca de 50 hotéis com atividades suspensas. Somos uma cidade de negócios e a única saída para os hotéis é contar com aquelas empresas que não paralisaram totalmente as operações. O socorro vindo do governo é muito pouco para o setor. Não acredito que o turismo como um todo se recupere em menos de dois anos. Para continuar, precisamos ter conhecimento sobre o nosso público e saber segmentar bem o tipo de hóspedes que podemos trabalhar”, avalia o gerente.

Trade sairá em carreata hoje na Capital e RMBH

Convocada para hoje, uma manifestação de empresas e agentes de turismo pretende percorrer algumas das principais vias da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), atravessando as cidades de Betim e Contagem, além da própria Capital.

O objetivo, segundo o organizador da manifestação e diretor da Galáxia Turismo, Éder Carvalho, é sensibilizar população e governo sobre o grave momento atravessado pela cadeia produtiva do turismo, em especial as empresas menores. Estão na pauta de reivindicações:

1- Carência do financiamento dos veículos no prazo de seis meses já concedido pela Agência Especial de Financiamento Industrial (Finame) do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) comece a valer após o término da pandemia. O mesmo vale para o adiamento da data final do contrato pelo mesmo prazo de carência;
2- Intermediação do governo federal pela liberação das linhas de crédito entre bancos privados e BNDES com carência a valer somente pós-pandemia. Sendo essa taxa de crédito condizente com a repassada pelo BNDES;
3- Aprovar auxílio emergencial no valor de 1,5 salário mínimo para guias de turismo inscritos no Cadastur;
4- Extinção da corresponsabilidade das agências de turismo dos contratos de viagem junto às operadoras;
5- Projeto de retomada do turismo: diminuição por seis meses pós-pandemia em 50% da carga tributária de todos os impostos, isenção do IPVA 2021 e congelamento do preço do diesel no valor atual.

“Queremos mostrar a toda sociedade o quanto a cadeia produtiva do turismo está sofrendo e vai continuar penando mesmo quando for declarado que a pandemia passou. As pessoas não vão voltar a viajar imediatamente e nem os eventos vão ser retomados de uma hora para outra. Nossa manifestação vai seguir todos os protocolos de segurança, não vamos criar aglomeração e nem atrapalhar a dinâmica das cidades. Não estamos pedindo para voltar a trabalhar agora. Temos ciência da importância do isolamento social, mas precisamos que os governos nos apoiem”, explica Carvalho.

Está prevista a participação de 120 ônibus e 80 carros na carreata e a manifestação não está vinculada a nenhuma entidade de classe. Ninguém está autorizado a descer dos veículos e nem a fechar ruas ou cruzamentos.

A principal pauta dos agentes está na questão do financiamento da folha de pagamento e outras linhas de crédito oferecidas pelo governo federal às empresas do setor. A reclamação é que o dinheiro não está chegando efetivamente às mãos de quem precisa, principalmente no caso das pequenas empresas.

“Precisamos viabilizar o que temos por direito. Não acesso ao BNDES direto, existe sempre um banco particular intermediador que pede avalistas e garantias. E é por isso que o crédito nunca é aprovado, o dinheiro não chega na ponta. Se continuar assim, o governo vai entender que o turismo não precisou do dinheiro e vai retirar o crédito. O setor é formado principalmente de pequenas empresas e precisamos muito desse apoio, mas os grandes bancos não se interessam por nós”, pontua o organizador da carreata.

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