Trilha ecológica na região Central de Minas é opção para próximos feriados prolongados; saiba como conhecê-la
Antes das festas de fim de ano, o calendário terá mais três feriados nacionais prolongados: 12 de outubro, Dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, e 2 de novembro, Finados, ambos em uma segunda-feira; e 20 de novembro, Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, em uma sexta-feira. Minas Gerais reúne roteiros turísticos com diferentes propostas para quem pretende aproveitar os próximos dias de descanso. Na região Central do Estado, por exemplo, a Trilha Verde da Maria Fumaça é uma opção para praticantes de caminhada, cicloturismo e turismo de natureza.
Com 92 quilômetros de extensão, o trajeto ocupa parte do antigo ramal ferroviário que ligava Diamantina a Corinto e leva, em média, três dias para ser percorrido. O passeio oferece aos visitantes uma experiência que combina patrimônio histórico, paisagens naturais e contato com comunidades locais.
Inserida nos vales dos rios Jequitinhonha e São Francisco, a trilha atravessa áreas da Serra do Espinhaço, reconhecida pela Unesco como Reserva da Biosfera. O trajeto percorre os biomas Cerrado e Mata Atlântica e revela cenários de campos rupestres, serras, rios, cachoeiras, formações geológicas, cavernas e sítios arqueológicos datados de 5 mil anos.
Planejamento é essencial para percorrer a trilha
Segundo a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo de Diamantina (Sedetur), os visitantes que desejam fazer a trilha devem se planejar antes de iniciar o percurso. “É importante verificar as condições da trilha e considerar o próprio condicionamento físico. Recomenda-se utilizar roupas confortáveis, calçado adequado para caminhada, proteção solar, além de levar água e alimentação para a caminhada”, informa.
O acompanhamento de um condutor local é recomendado, principalmente, para visitantes que não conhecem a região ou não possuem experiência com percursos longos.
Ainda conforme a Sedetur, há opções de pousadas, campings e restaurantes ao longo do trajeto. A recomendação é entrar em contato previamente para verificar a disponibilidade e fazer o agendamento, quando necessário.
“Para quem não pretende completar os 92 quilômetros, é possível planejar a experiência de acordo com o condicionamento físico e o tempo disponível, optando por trechos menores. Para uma primeira experiência, recomenda-se buscar orientação de condutores locais para definir o caminho mais adequado”, destaca a secretaria.
Roteiro gratuito passa por áreas protegidas
Com acesso gratuito, a trilha passa pelos municípios de Diamantina, Datas, Gouveia e Monjolos, todos na região Central, além de cruzar áreas protegidas, como as Áreas de Preservação Ambiental Municipal (Apams) Barão e Capivara, em Gouveia, e a Apam Monjolos. O percurso ecoturístico também fica próximo ao Parque Estadual do Biribiri e ao Parque Nacional das Sempre-Vivas.
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O trajeto entre Belo Horizonte e Diamantina tem aproximadamente 300 quilômetros e dura cerca de quatro horas de carro. Há ainda viagens regulares de ônibus, operadas pela viação Pássaro Verde, com partida da rodoviária da capital mineira.
No Brasil, existem atualmente 246 trilhas de longo curso, que passam por 327 Unidades de Conservação e somam mais de 25 mil quilômetros, ampliando as oportunidades para atividades ao ar livre e o turismo sustentável.
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