BH inaugura Casa do Carnaval com investimento de R$ 400 mil

Centro cultural de 2 mil m² funcionará durante todo o ano no Centro da capital e terá estrutura para ensaios, capacitação de blocos e atividades ligadas à economia da folia
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BH inaugura Casa do Carnaval com investimento de R$ 400 mil
Foto: Divugação Casa do Carnaval

Belo Horizonte ganhou um novo espaço dedicado à cadeia produtiva do Carnaval, com investimento de R$ 400 mil por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais. Inaugurada no terceiro andar do Shopping Uai, no Centro da capital, a Casa do Carnaval terá 2 mil m² e funcionará durante todo o ano, com estrutura para ensaios de blocos, capacitação profissional e atividades de estímulo à economia da festa.

O projeto-piloto tem patrocínio da Cemig e foi idealizado pela produtora cultural Polly Paixão. A proposta é oferecer infraestrutura permanente aos grupos carnavalescos e ampliar a conexão entre empresas, fornecedores e profissionais que atuam no setor.

“O Carnaval de Belo Horizonte provou ao Brasil a sua grandeza, mas quem constrói essa festa sabe que ela ainda nasce em ruas, quadras e garagens, movida por uma paixão que não cabe em lugar nenhum. A Casa do Carnaval nasce para dar a essa paixão um endereço à altura dela”, comenta Polly Paixão.

A iniciativa acompanha o crescimento da festa na capital. Segundo dados da Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Belotur, o Carnaval de 2026 reuniu 6,6 milhões de foliões, incluindo 349 mil turistas, em 457 desfiles de blocos de rua ao longo de 23 dias. A movimentação econômica chegou a R$ 1,4 bilhão, com geração de aproximadamente 25 mil empregos.

Estrutura permanente

Instalada em frente à rodoviária, a Casa do Carnaval terá palco, equipamentos profissionais de som e iluminação, salas de dança e reunião, auditório e área destinada às baterias. A capacidade prevista é de receber até 30 blocos em ensaios por mês. O acesso será gratuito.

O espaço também oferecerá cursos em cinco eixos temáticos, que incluem customização de abadás, confecção de estandartes, marketing digital, gestão de redes sociais e captação de recursos por leis de incentivo à cultura. A programação inclui ainda feira de economia colaborativa, atividades de networking, acolhimento turístico e lojas e ateliês para comercialização de produtos desenvolvidos pelos próprios blocos.

A estrutura também pretende aproximar empresas da cadeia produtiva da festa. “A gente quer também que ela seja um espaço de encontro com a economia do Carnaval. Teremos a possibilidade de receber empresários e marcas de Belo Horizonte que tenham produtos e serviços ligados ao Carnaval e queiram estar juntos desse movimento”, destaca a idealizadora.

Sobre o autor

Ana Luisa Sales

Repórter do Diário do Comércio desde 2025, graduada em jornalismo pela UFMG e especialista em ESG e sustentabilidade corporativa pela FGV.


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