Opcional S-Design deixa o Cronos Drive 1.3 visualmente esportivo
Reestilizado na linha 2026, o atual Cronos foi inspirado no Fiat Grande Panda, modelo que será o novo Argo.
O design dianteiro e traseiro do sedan foi verticalizado, e o DRL e as luzes de direção foram fragmentadas para lembrar a iluminação pixelada do hatch europeu.
O pacote opcional S-Design, disponível para as versões Drive com motor 1.3, já existente anteriormente, deixou o Cronos ainda mais esportivo após essas atualizações externas.
Veículos recebeu o Fiat Cronos Drive 1.3, com câmbio manual e o opcional S-Design, para avaliação.
A versão custa R$ 113,99 mil, o opcional tem o preço de R$ 4,09 mil, e a cor vermelha da unidade avaliada sai por R$ 990,00. Configurado dessa forma, o seu preço final é de R$ 119,07 mil.
Os equipamentos do pacote S-Design são: ar-condicionado digital de zona única; chave presencial; alças de segurança; câmera de estacionamento; faróis de neblina em LED; retrovisor direito com rebatimento em marcha à ré; rodas na cor preta e pneus 185/60 R15.
Volante revestido em material sintético, revestimento exclusivo nos bancos, aerofólio na cor preta e detalhes nas grades, frisos e emblemas escurecidos são os diferenciais estéticos.
No mais, os equipamentos que se destacam na versão Drive são: multimídia com tela de 7 polegadas e espelhamento sem fio; quadro de instrumentos analógico com display central de 3,5 polegadas; direção elétrica; volante multifuncional e vidros elétricos nas quatro portas, com acionamento automático.
Quanto à segurança, os destaques são: ABS; dois airbags; controles de tração e estabilidade; luzes DRL e faróis 100% em LED; sensor de aproximação e alerta de pressão dos pneus.
Motor e câmbio
O motor Firefly 1.3 é aspirado, tem quatro cilindros e oito válvulas tracionadas por corrente.
Ele rende 107/98 cv às 6.250 rpm e 13,6/13,1 kgfm às 4.000 rpm, com etanol e gasolina, respectivamente. O câmbio é manual com 5 (cinco) marchas, e a embreagem é monodisco a seco.
Pesando 1.139 kg, com relações de 10,64 kg/cv e 83,75 kg/kgfm, o Cronos 1.3, com câmbio manual, acelera de 0 a 100 km/h em 11,5 segundos e atinge a velocidade máxima de 183 km/h, segundo a Fiat.
Principalmente na cor vermelha da unidade avaliada, os elementos estéticos do opcional S-Design transformam o Cronos em um sedan visualmente esportivo.
Aerofólio, retrovisores, frisos laterais e rodas, tudo na cor preta brilhante, criam enorme contraste com a cor viva da carroceria.
Detalhes na grade frontal e os emblemas do modelo com o nome do opcional, todos escurecidos, tornam a Drive equipada com o pacote S-Design praticamente outra versão no visual, assim como os equipamentos aprimorados mudam a usabilidade deste Cronos no dia a dia.
Internamente, as peças têm desenho elaborado e montagem correta, mas tudo é em plástico duro. Painéis, revestimentos dos bancos, teto e colunas “B” e “C” têm apenas a cor preta.
Detalhe em cromo escurecido ao centro do painel, o mesmo dos emblemas externos, e aplicações de cromados e metalizados foscos quebram um pouco a simplicidade interna.
Números
No porta-malas do Cronos cabem 525 litros e, no tanque de combustíveis, 45 litros. Sua carga útil é de 400 kg, mesmo peso que ele pode rebocar em carretinhas sem sistema de freios.
Essa versão Drive tem 4,36 metros de comprimento; 2,52 metros de distância entre eixos; 1,73 metro de largura e 1,50 metro de altura.
Elevado para um sedan, ele tem 158 mm de altura livre do solo. Isso o torna capaz de passar por lombadas e acessar garagens sem raspar os para-choques e o fundo.
Com o multimídia flutuante acima, o teclado do tipo piano ao centro e o ar-condicionado logo abaixo, o painel foi bem projetado, formando linhas de comando organizadas e de fácil acesso.
Mesmo com tela pequena, o multimídia tem conexão sem cabo rápida e estável. Em brilho, sensibilidade ao toque e definição de imagem, ele está na média para o segmento de entrada.
Seu áudio é melhor do que o esperado para um conjunto básico. As frequências são bem definidas, a distribuição espacial deixa o som envolvente e a potência é muito boa.
A câmera de marcha à ré tem ótima qualidade de imagem e linhas dinâmicas. Conjugada aos sensores de aproximação, ela ajuda bastante em manobras de estacionamento.
A chave presencial, recurso que mais muda a usabilidade diária dos carros, em nossa opinião, é outro aprimoramento do S-Design.
No Cronos, o sistema destrava as portas ao tocar as maçanetas dianteiras. Trava por meio de um botão localizado nas mesmas. A partida também é feita por um botão.
Conforto de marcha e economia de combustível se destacam, mas o desempenho é razoável
O volante tem botões na frente e atrás. A direção elétrica é muito leve em manobras, mas perde a assistência prematuramente, ficando muito pesada em velocidades intermediárias.
Rodas aro 15 polegadas e pneus 185/60 R15 conferem ótimo amortecimento primário à versão Drive, permitindo deixar amortecedores e molas menos rígidos.
Assim, a carroceria trabalha na vertical em frequência mais baixa, e as suspensões isolam bem a cabine dos pisos irregulares.
Mesmo menos rígido, este conjunto ainda deixa o modelo estável, entrando em curvas sem adernar a carroceria em demasia e mantendo o seu controle direcional.
Em uma condução condizente com o perfil familiar do Cronos, ele é dinamicamente seguro, além de confortável.Seu bom i
solamento acústico deixa o ruído dos pneus e do arrasto aerodinâmico contidos. Mas, por ter apenas cinco marchas, o câmbio manual precisa de um diferencial mais curto, fazendo o motor trabalhar em rotações muito mais altas, se compararmos ao automático CVT.
Ruidoso – Na relação mais longa do CVT, aos 90 km/h, o motor trabalha às 1.850 rpm. Com o câmbio manual, em quinta marcha, às 2.500 rpm.
Já aos 110 km/h, ele gira às 2.200 rpm com o CVT e às 3.100 rpm com o câmbio manual. Assim, o Cronos com câmbio manual é mais ruidoso.
Além do ruído adicional da rotação elevada, escuta-se caixa, diferencial e trambulador trabalhando, o que é normal para um câmbio manual, mas são barulhos que o câmbio CVT não tem.
Em compensação, é o câmbio manual que salva o Cronos da monotonia do CVT. Trocar as marchas amplia o controle do carro e permite ao “piloto” tirar o desempenho possível do motor aspirado.
Ele não transforma o sedan em um esportivo, claro, mas a tocada fica bem divertida. A embreagem é progressiva e faz o acoplamento em curso intermediário, não tão baixo como em esportivos, mas não tão alto como em sistemas conservadores.
O motor é elástico, e o giro só é cortado, para preservá-lo, às 6.200 rpm, acertos que ajudam no desempenho.
Tanto para fazer trocas no limite como para fazer reduções em ultrapassagens ou para usar o freio motor, o câmbio manual garante melhor desempenho.
Consumo
As relações mais curtas deixam o carro sempre responsivo, mas este sistema cobra seu preço na eficiência energética.
Em nossos testes padronizados de consumo, o Cronos com câmbio manual foi menos econômico que o equipado com câmbio CVT, com mais de 10% de diferença em estradas e na cidade.
Em nosso circuito rodoviário de 38,4 km, aos 90 km/h, aferimos 20,2 km/l com o câmbio CVT e 17,9 km/l com o câmbio manual.
Já aos 110 km/h, com o câmbio CVT, registramos 16,9 km/l e, com o câmbio manual, o consumo foi 15,1 km/l, sempre com gasolina no tanque.
No teste urbano de 25,2 km, 152 metros de variação de altitude e 20 paradas simuladas em semáforos, o Cronos com o câmbio CVT registrou 10,7 km/l, e o com câmbio manual não passou dos 9,4 km/l, também com gasolina.
O Cronos Drive com o opcional S-Design é uma ótima versão. Com câmbio manual, ele atende a quem gosta de “pilotar”. Com o CVT, ele é mais econômico e confortável.
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