Greve da Caixa continua em BH e região após trabalhadores rejeitarem propostas do banco

Sindicato cobra mudanças no custeio do Saúde Caixa, enquanto clientes enfrentam incertezas sobre prazos de contratos, avaliações de imóveis e outras operações nas agências
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Greve da Caixa continua em BH e região após trabalhadores rejeitarem propostas do banco
Foto: Diário do Comércio/Daniel de Andrade

A greve dos empregados da Caixa Econômica Federal (CEF) continua em Belo Horizonte e região por tempo indeterminado após a categoria rejeitar, em assembleia, nesta segunda-feira (21), as propostas apresentadas pelo banco. Entre elas estão a elaboração, em até 60 dias, de um projeto para um novo modelo de gestão do Saúde Caixa (plano de saúde da empresa) e aumento do limite de participação do banco no custeio do plano de 6,5% para 9% da folha de pagamento a partir de 2027.

O Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte e Região (SEEB/BH e Região) defende o fim do teto e afirma que só a ampliação não atende à reivindicação dos trabalhadores. Na votação, 67,1% dos bancários foram contrários às propostas. Outros 31,5% votaram pela aprovação e 1,4% se abstiveram.

Com a continuidade da greve, iniciada no último dia 10, clientes que precisam resolver demandas que não podem ser concluídas pelos canais digitais podem enfrentar novos atrasos. Entre os serviços que podem ser impactados estão procedimentos relacionados a financiamentos habitacionais, assinatura e registro de contratos, avaliação de imóveis, liberação de recursos e outras operações que dependem da atuação das equipes das agências.

Novo ato está marcado para esta terça-feira (22)

Após a assembleia, o sindicato convocou os empregados da Caixa para um novo ato nesta terça-feira (22), às 10h, na Agência Século, no Centro de Belo Horizonte.

Enquanto não há acordo, clientes que dependem de atendimento presencial ou de etapas que exigem atendimento dos empregados devem acompanhar os canais oficiais do banco antes de se deslocar até uma agência. A orientação é verificar se o serviço pretendido está disponível pelos meios digitais ou se depende do funcionamento da unidade.

Procurada pelo Diário do Comércio para informar quais serviços aos clientes já estão sofrendo atrasos por causa da greve e se pretende rever as propostas que ofereceu aos bancários, a Caixa Econômica Federal não respondeu até o fechamento da reportagem. O espaço segue aberto.

Sobre o autor

Daniel de Andrade

Repórter do Diário do Comércio. Graduado em Jornalismo pela PUC Minas, com experiência em comunicação corporativa. 2º lugar no prêmio Adep-MG de jornalismo 2026

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