Justiça nega pedido para suspender leilão do metrô de Belo Horizonte

Em paralelo, greve dos metroviários segue, porém, com determinação do TRT de circulação de 100% dos trens em horários de pico
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Justiça nega pedido para suspender leilão do metrô de Belo Horizonte
Crédito: Alisson J. Silva/Arquivo DC

No momento em que o pleito de diferentes agentes da sociedade da capital mineira e do Estado em prol da concessão do metrô de Belo Horizonte ganha força, a Justiça Federal negou pedido do PT para barrar o projeto. O leilão está marcado para a próxima semana, no dia 22 de dezembro.

A solicitação foi apresentada pela presidente nacional do PT, Gleise Hoffmann, e pelos parlamentares mineiros Rogério Corrêa, Odair Cunha, Beatriz Cerqueira, Macaé Evaristo, além das dirigentes do partido Gleide Andrade e Marilene Alves de Souza.

O juiz Eduardo Rocha Penteado, da 14ª Vara Federal do TRF da 1ª Região, negou pedido sob argumento de que não existe o “alegado desvio de finalidade em relação ao crédito especial” em referência aos R$ 3,72 bilhões previstos para o projeto, uma vez que o montante está contemplado no orçamento para o próximo governo.

Vale lembrar que o leilão de concessão do modal está marcado para o próximo dia 22, na B3, em São Paulo. O lance mínimo é de R$ 19,3 milhões e o investimento a ser realizado ao longo de 30 anos de contrato é de R$ 3,7 bilhões. Desse montante, R$ 2,8 bilhões serão aportados pelo governo federal, R$ 440 milhões pelo governo estadual e o restante pelo vencedor da licitação.

Greve dos metroviários

Em relação à paralisação iniciada nesta segunda-feira (12), o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de Minas atendeu pedido da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) e determinou, na manhã desta quarta-feira (14), que o metrô de Belo Horizonte circule com 100% dos trens, em horários de pico, e de 70% nos demais horários.

A liminar concedida pelo Desembargador Presidente do TRT da 3ª Região, Ricardo Antônio Mohallem também traz em seu texto a determinação do funcionamento de 100% do serviço de segurança metroviária em período integral, para fins de preservação da segurança dos usuários e do patrimônio.

O desembargador também estipulou que o descumprimento da presente ordem judicial acarretará ao Sindimetro multa diária de R$ 100 mil, “valor que se mostra adequado diante do caráter essencial da atividade a ser atingida pela paralisação e dos reiterados descumprimentos de ordens judiciais anteriores pelo sindicato”.

Segundo o Sindicato dos Empregados em Transportes Metroviários e Conexos de Minas Gerais (Sindimetro-MG) a greve não tem previsão para acabar. Nota enviada à imprensa diz que o objetivo dos metroviários é “defender seus empregos e pedir que o leilão da CBTU seja suspenso”.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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