Australiana Oceana Metals compra projeto de terras-raras e nióbio em Minas por R$ 46 milhões

O ativo adquirido pela companhia fica entre Patrocínio e Guimarânia e pertencia à Songeo Mineração
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Australiana Oceana Metals compra projeto de terras-raras e nióbio em Minas por R$ 46 milhões
Foto: Reprodução Site Oceana Metals

Em operação que marca a chegada de mais uma mineradora australiana em Minas Gerais, a Oceana Metals, listada na Australian Securities Exchange (ASX), se tornou proprietária de um projeto de terras-raras e nióbio entre Patrocínio e Guimarânia, no Alto Paranaíba, por meio da aquisição de 100% da Songeo Mineração, responsável pelo empreendimento.

A companhia pagou pela compra US$ 2,95 milhões (R$ 14,86 milhões na cotação atual) em dinheiro e emitiu 15,5 milhões de ações a 0,36 dólares australianos por papel (o equivalente a cerca de R$ 19,73 milhões). O acordo também prevê pagamentos adicionais de até US$ 2,25 milhões (R$ 11,33 milhões), condicionados ao resultado das pesquisas minerais.

Os vendedores ainda mantiveram um royalty de 2,5% sobre a receita líquida da produção futura, que a Oceana terá o direito de preferência para adquirir, total ou parcialmente, caso eles recebam uma oferta de terceiros. Esse royalty exclui minério de ferro, que se encontrado na área do projeto e extraído, seja como produto principal ou subproduto, os vendedores terão o direito de comprá-lo da mineradora a preço de custo.

Após a conclusão do negócio, anunciada na segunda-feira (19), a prioridade da companhia é avançar para a primeira estimativa de recursos minerais. Análises e sondagens anteriores apresentaram resultados promissores e, agora, um programa de sondagem de cerca de 20 mil metros está sendo conduzido, além de reanálises de testemunhos históricos.

Com a aquisição do projeto no Alto Paranaíba, chamado Serra Negra, a Oceana se tornou mais uma australiana a apostar em Minas Gerais. O potencial geológico do Estado tem atraído investidores do país. O interesse ocorre em meio à disputa global por minerais críticos e estratégicos, com destaque para as terras-raras, um conjunto de elementos químicos essenciais para a produção, por exemplo, de ímãs permanentes.

Projetos de empresas da Austrália no Estado

Uma das empresas listadas na bolsa da Austrália que está investindo em Minas Gerais, com foco nas terras-raras, é a Viridis Mining and Minerals, com o desenvolvimento do projeto Colossus, em Poços de Caldas, no Sul de Minas Gerais. Os investimentos previstos para a construção do empreendimento, que deve começar em 2027, são de US$ 449 milhões.

Mais uma companhia é a Meteoric Resources, localizada em Caldas, na mesma região, com o projeto Caldeira. O cronograma é o mesmo, mas a previsão de investimentos para o empreendimento sair do papel chega a US$ 498,4 milhões. A também australiana Lynas Rare Earths fechou acordo, em setembro, para comprar a empresa e o ativo, em uma transação estimada em 968 milhões de dólares australianos, porém a conclusão da operação ainda depende de uma série de condicionantes, incluindo aprovações regulatórias

Entre outras mineradoras, vale pontuar ainda a St George Mining, com o Araxá, projeto de terras-raras e nióbio, no Alto Paranaíba, assim como o da Oceana. A empresa vem realizando sondagens promissoras na área e desenvolvendo os estudos de viabilidade.

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Sobre o autor

Thyago Henrique

Repórter do Diário do Comércio desde 2022. Jornalista pela Una, eleito entre os 100 mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças (2024) e 3º lugar no Prêmio Riquezas dos Vales (2025)