Usiminas alerta para alta de importações de origens asiáticas além da China
O antidumping sobre as importações de laminados a frio e revestidos da China, autorizado em fevereiro pelo governo federal, traz perspectivas positivas de negócios para a Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais (Usiminas) no segundo semestre. Contudo, a empresa indica preocupação com o crescente volume de aço que entra no Brasil de outras origens.
Nessa quinta-feira (24), durante teleconferência com analistas para apresentação de resultados, o vice-presidente comercial da companhia, Miguel Homes, alertou que outros países da Ásia, como a Coreia do Sul e o Vietnã, estão ampliando significativamente as exportações para o País em condições comerciais similares às chinesas. De acordo com ele, isso é resultado da forte pressão que o gigante asiático exerce no mercado local.
O executivo ressaltou que a sobreoferta global de aço ainda se mantém. Também pontuou que, embora a produção chinesa tenha retraído em março, continuam sendo observados níveis de exportação anual da China de cerca de 100 a 120 milhões de toneladas (t) por ano, o que gera um desequilíbrio importante nos diferentes países do continente.
Conforme explicou, essa situação traz um impacto indireto para a siderurgia nacional, já que outros países da Ásia passam a exportar o excedente de aço de seus mercados internos. “É muito relevante monitorar e trabalhar em conjunto com as autoridades para tomar medidas efetivas de defesa comercial também sobre outras origens”, disse Homes, ao defender atenção ao cenário para evitar maiores impactos ao setor no Brasil.
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