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Rubio responde a carta de Flávio Bolsonaro e agradece apoio, mas mantém pressão sobre tarifaço

Na carta, Flávio Bolsonaro pedia que os EUA não impusessem tarifas de 25% aos produtos brasileiros
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Rubio responde a carta de Flávio Bolsonaro e agradece apoio, mas mantém pressão sobre tarifaço
Foto: Nathan Howard / Reuters

No início do mês, o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) encaminhou uma carta para o secretário de Estado, Marco Rubio, em que pedia que os EUA não impusessem tarifas de 25% aos produtos brasileiros, como recomendou uma investigação comercial do país americano.

Rubio respondeu à carta, agradeceu a visita recente de Flávio a Washington, mas, em relação ao tarifaço, afirma que a investigação conduzida no país sobre práticas comerciais deixou “claro que continuamos a ter diferenças substanciais na resolução das questões identificadas nesta investigação”. A carta foi publicada pela coluna da Malu Gaspar, no jornal O Globo, e confirmada pela reportagem.

O anúncio da proposta de novo tarifaço contra o Brasil se deu cerca de uma semana após encontro entre Flávio e Trump, em junho, o que tem sido usado por aliados do presidente Lula (PT) para associar o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) à medida e emplacar a narrativa de que ele trabalha contra os interesses nacionais.

O secretário cita as diferenças, como comércio digital, serviços de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais injustas, aplicação da lei anticorrupção, proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal. “Qualquer parte interessada no Brasil pode participar do período de comentários públicos sobre a ação responsiva proposta e da audiência pública”, diz Rubio, em referência à audiência que vai acontecer no próximo dia 6 de julho. Tanto Flávio quanto o jornalista Paulo Figueiredo estão inscritos para participar.

Em relação às eleições, o chefe da diplomacia americana afirma que o país observa o “otimismo” de Flávio em relação às próximas eleições de outubro “e sua generosa oferta de colocar uma equipe de transição à nossa disposição, caso você seja eleito”.

“Os Estados Unidos estão prontos para trabalhar cooperativamente com os líderes escolhidos pelo povo brasileiro para buscar uma estrutura de comércio e investimento ampla, justa e mutuamente benéfica”, diz Rubio. “Espero ansiosamente pela continuação do nosso diálogo e pelo aprofundamento da parceria estratégica entre nossas duas grandes nações”.

O secretário encerra a carta dizendo “que Deus abençoe os Estados Unidos e o Brasil”.

Conteúdo distribuído por Folhapress

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