Apoio psicológico gratuito pelo SUS: veja quem pode pedir e como acessar
Mulheres que vivem ou viveram situações de violência e aquelas que cuidam de familiares com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças raras podem acessar, por meio do Meu SUS Digital, o serviço gratuito de teleatendimento psicológico Acolhe Mais.

O Acolhe Mais – Agora Tem Especialistas em Saúde Mental para Mulheres oferece atendimento remoto realizado por psicólogas qualificadas para escuta sensível, identificação de situações de risco e orientação sobre a continuidade do cuidado na rede de saúde. O serviço está disponível para mulheres de todo o Brasil.
Além de mães, o Acolhe Mais contempla tias, avós, irmãs e outras familiares que exercem atividades de cuidado de pessoas com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças raras. O objetivo é facilitar o acesso ao cuidado em saúde mental também para mulheres que enfrentam dificuldades de deslocamento, falta de tempo ou outras barreiras para procurar atendimento presencial.
Não é necessário ter encaminhamento prévio de uma unidade de saúde para acessar o serviço. Também não é preciso apresentar documento que comprove a situação de violência ou a condição de cuidadora para iniciar a solicitação.
Como acessar o Acolhe Mais pelo Meu SUS Digital?
Para acessar o serviço:
- Abra o aplicativo Meu SUS Digital .
- Entre com sua conta Gov.br.
- Na página inicial, acesse a seção Miniapps .
- Selecione “Acolhe Mais – Agora Tem Especialistas em Saúde Mental para Mulheres” .
- Você será direcionada para a plataforma da Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS).
- Preencha o cadastro e informe se vive ou viveu alguma situação de violência ou se cuida de uma pessoa com deficiência, transtorno do neurodesenvolvimento ou doença rara.
- Finalize a solicitação e aguarde o contato da equipe para escolher a data e o horário do atendimento.
Após o cadastro, a equipe entra em contato em até 24 horas para que a usuária escolha o dia e o horário da consulta. Até a data agendada, são enviados lembretes e, no dia do atendimento, o link para acesso à teleconsulta.
Como funciona o atendimento?
As consultas são realizadas por videochamada com psicólogas mulheres, qualificadas para realizar escuta sensível em ambiente virtual e identificar situações que necessitem de maior atenção.
O atendimento está disponível: de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h; aos sábados, das 8h às 14h.
No caso de mulheres que vivem ou viveram situações de violência, o primeiro atendimento inclui a avaliação de possíveis riscos, da rede de apoio disponível e das principais necessidades apresentadas pela usuária.
Cada mulher pode realizar até dez sessões, com possibilidade de iniciar um novo ciclo de acompanhamento quando necessário. Ao final, a continuidade do cuidado pode ocorrer por teleatendimento ou pela rede presencial do SUS, conforme a avaliação profissional.
Quem cuida também pode precisar de cuidado
O Acolhe Mais também é destinado às mulheres que exercem atividades de cuidado no ambiente familiar.
Mães, avós, tias, irmãs e outras familiares responsáveis pelo cuidado de pessoas com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças raras podem utilizar o serviço para receber acolhimento e acompanhamento em saúde mental.
A rotina de cuidado pode envolver sobrecarga emocional, dificuldades para conciliar atividades pessoais e profissionais, falta de tempo e outras situações que podem afetar o bem-estar. O teleatendimento permite que essas mulheres busquem apoio sem precisar se deslocar até uma unidade de saúde.
E quando é necessário atendimento presencial?
O Acolhe Mais amplia o acesso ao cuidado em saúde mental, mas não substitui os serviços presenciais quando eles são necessários.
De acordo com a avaliação realizada durante o acompanhamento, a mulher pode ser orientada ou encaminhada para continuidade do cuidado em um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) ou outro serviço da rede de saúde. O CAPS também pode ser procurado diretamente pela usuária.
As Unidades Básicas de Saúde (UBS) também podem realizar acolhimento e acompanhamento em saúde mental e orientar sobre os demais serviços disponíveis no território.
Está em situação de violência ou risco imediato?
O teleatendimento em saúde mental não substitui os serviços de emergência ou os canais de proteção às mulheres.
Em situação de risco imediato, a orientação é procurar atendimento ou acionar:
- Polícia Militar – 190
- SAMU – 192
A Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 também oferece gratuitamente informações sobre direitos e serviços da rede de atendimento às mulheres e recebe e encaminha denúncias de violência. O serviço funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana.
A mulher que busca atendimento de saúde em razão de uma situação de violência não precisa apresentar boletim de ocorrência para ser acolhida pelos serviços do SUS.
Conteúdo distribuído por Agência Gov
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