Efeito do novo decreto do SAC sobre a procura por escritórios ainda não pode ser medido, avalia Grow

Empresas podem rever o dimensionamento das equipes, as escalas de trabalho, os processos e a infraestrutura da organização
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Efeito do novo decreto do SAC sobre a procura por escritórios ainda não pode ser medido, avalia Grow
Foto: Reprodução/ Freepik

As novas exigências de atendimento humano previstas no novo decreto do SAC, o Decreto nº 13.135/2026, podem levar as empresas abrangidas a rever o dimensionamento das equipes, as escalas de trabalho, os processos e a infraestrutura. A avaliação é da gerente do Grow Workspace, Camila Rodrigues, que evita, porém, apresentar uma estimativa de custos ou de geração de empregos. “O impacto dependerá da estrutura que cada operação já possui, do volume de atendimentos e dos ajustes necessários para cumprir as regras”, afirma.

O decreto, de 9 de outubro de 2026, foi publicado no Diário Oficial da União de 13 de outubro e entrou em vigor 20 dias após a publicação, em 2 de novembro. Como o Diário do Comércio mostrou ao detalhar o que muda para as empresas, a norma determina a oferta de atendimento humano das 8h às 20h, todos os dias da semana, e estabelece limites para o tempo de espera e prazos para a resolução de demandas.

Quem precisa cumprir as novas regras do SAC

As obrigações valem principalmente para fornecedores de produtos ou serviços regulados pelo Poder Executivo federal, como energia elétrica, telecomunicações e transportes, conforme os critérios das agências e órgãos reguladores, e para instituições financeiras e prestadores de serviços financeiros sujeitos à regulação do Banco Central. Lojas, restaurantes, supermercados e outros estabelecimentos comerciais não ficam automaticamente sujeitos às regras apenas por atenderem consumidores.

Atendimento humano e inteligência artificial

Segundo Camila Rodrigues, a norma não exclui a tecnologia. O decreto admite o uso de automação e inteligência artificial (IA), desde que seja preservada a opção de atendimento por uma pessoa. Para a gerente, isso reforça a necessidade de combinar ferramentas digitais, profissionais capacitados e ambientes de trabalho adequados, com espaço para investimento em treinamento e supervisão, e não apenas em novas contratações.

Camila Rodrigues, gerente do Grow Workspace
Foto: Divulgação

Procura por escritórios prontos

O Grow Workspace vê na adaptação uma possível demanda por escritórios prontos, como os da unidade Grow Centro, que reduziriam etapas de implantação para quem precisar instalar ou ampliar equipes de atendimento. A gerente pondera, no entanto, que ainda é cedo para atribuir ao decreto qualquer aumento na procura. Seria preciso, segundo ela, acompanhar ao menos o primeiro mês de vigência, comparar os registros comerciais anteriores e posteriores à publicação e confirmar com os clientes se a motivação foi de fato a regulamentação. “O mesmo cuidado vale para apontar contratos, investimentos ou geração de empregos em Minas Gerais”, diz. A empresa não informou se houve negociações motivadas pela mudança, alegando sigilo comercial.

Sobre o autor

Luciana Montes

Editora Executiva do Diário do Comércio desde 2019. Atuou como repórter e editora de Economia e Negócios entre 2004 e 2018. Graduada em Comunicação Social pela Fafi-BH, com pós-graduação em Tecnologias da Informação e Marketing em Comunicação. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/luciana-montes


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