Vice de Cleitinho, Falcão desmente ‘mentiras’ de campanha e defende municipalismo em ‘Encontro com Candidatos’

Candidato a vice-governador na chapa de Cleitinho Azevedo (Republicanos) apresenta propostas e desmente boatos sobre fim do IPVA e dos pedágios em Minas
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Vice de Cleitinho, Falcão desmente ‘mentiras’ de campanha e defende municipalismo em ‘Encontro com Candidatos’
Foto: Diário do Comércio / Guilherme Ferreira

Na tarde desta quinta-feira (17), foi a vez do candidato a vice-governador Luís Eduardo Falcão (Republicanos) participar do “Encontro com Candidatos”, evento que é o resultado de uma parceria entre Minas Tênis Clube, Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico de Belo Horizonte (Codese-BH) e Diário do Comércio. Falcão é ex-prefeito de Patos de Minas e ex-presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), cargos dos quais renunciou para disputar na chapa do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) como vice-governador.

Falcão aproveitou o encontro para desmentir o que classificou de “mentiras que vêm sendo divulgadas por adversários”. Segundo ele, não é verdade que a sua chapa prometeu que vai acabar com o IPVA. “Não vamos acabar com o IPVA, mas temos que reduzir a alíquota. No Espírito Santo, a alíquota é de 2% e aqui em Minas é de 4%. Ninguém quer emplacar carro em Minas. Será que essa estratégia é inteligente?”, questionou. Em vários momentos da sabatina, Falcão reiterou que não ia citar adversários: “eu não vou falar mal de nenhum candidato e vou focar nas nossas propostas”.

O candidato abordou outro assunto que também vem gerando polêmica durante a campanha eleitoral. Ele afirmou que “polêmica a gente não evita, a gente enfrenta” e também desmentiu a informação de que Cleitinho teria prometido acabar com os pedágios nas rodovias de Minas. “Isso não é verdade. Nós temos que respeitar os contratos que estão em vigência, mas vamos analisar um por um e cobrar das concessionárias para que todas as contrapartidas sejam cumpridas”, assinalou.

Falcão criticou o federalismo e defendeu o municipalismo. Segundo ele, as prefeituras ficam apenas com 10% dos impostos pagos pela sociedade, mas, no entanto, enfrentam uma sobrecarga de demandas e custos. “O cidadão bate todo dia na porta do prefeito e não do governador. É nas cidades que a vida acontece. É lá que deviam chegar mais recursos. Queremos um governo que pense nas cidades, que repasse mais recursos e absorva mais demandas para que as gestões municipais não continuem tão sobrecarregadas como estão”, ressaltou.

Questionado por um dos presentes sobre as “idas e vindas” e o “equilíbrio emocional de Cleitinho” até a decisão pela candidatura a governador, Falcão relembrou as perdas do pai e do irmão mais novo do senador que causaram um grande impacto emocional. “Ao longo desse processo, com Cleitinho à frente em todas as pesquisas, houve muita pressão, oportunismo e crueldade e eu não vou citar nomes. Mas isso passou e ele está muito bem e muito motivado”, explicou.

Falcão no encontro com candidatos no Minas Tênis
Foto: Diário do Comércio / Guilherme Ferreira

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Outro assunto abordado pelos participantes foram os gastos de campanha. Falcão afirmou que, até agora, a campanha dele e de Cleitinho gastou pouco mais de R$ 600 mil. “Em compensação, sabemos de campanhas, e novamente eu não vou citar nomes, que já gastaram R$ 15 milhões, R$ 12 milhões e R$ 10 milhões. A gente sabe que tem pessoas morrendo e precisando de cirurgia, enquanto tem tanto dinheiro sendo desperdiçado com propaganda eleitoral poluindo as ruas das cidades”, assinalou.

O candidato defendeu a construção do Rodoanel, prometeu renegociar a dívida do Estado com a União e ainda cobrar do governo federal que parte dos recursos pagos todo mês pelo governo mineiro possam ser reinvestidos nas estradas e hospitais regionais. Em relação à política nacional, Falcão disse que nunca votou no Lula (PT) e nem vai votar nele, mas se o petista for eleito, vai sentar com o presidente e conversar sobre a dívida.

Agenda de futuro

O encontro reuniu, na sede do clube, sócios e representantes da sociedade civil e contou com a participação especial da diretora de Educação do Minas Tênis Clube, Flávia do Valle. Falcão, representando o candidato a governador Cleitinho Azevedo, apresentou as propostas da chapa para vencer os desafios colocados na sabatina e respondeu às perguntas dos participantes. Ele também recebeu o documento “Diretrizes da Sociedade Civil para o Desenvolvimento de Minas Gerais” elaborado pelas três instituições.

Antes de apresentar o conteúdo do documento para o candidato e os presentes, a presidente do Diário do Comércio, Adriana Muls, falou sobre o projeto capitaneado pelo jornal – Parceiros do Futuro – lembrando que ele foi inspirado no modelo do Codese-BH. Adriana ressaltou que as instituições organizadoras desses encontros esperam que eles ajudem a tirar as pessoas dessa “apatia e distração” justamente num momento tão crucial, a poucos dias das eleições. “Queremos trazer mais consciência para que todos possam participar desse processo que determina, sim, o nosso futuro”, afirmou.

O presidente do Minas Tênis Clube, Carlos Henrique Martins Teixeira, falou sobre a história e compromisso da instituição com a sociedade ao longo de 90 anos de existência. “Somos uma entidade forte e independente e trazemos nossa contribuição a esse processo abrindo as portas para o diálogo com todas as candidaturas”, assinalou. Para o presidente, o “Encontro com Candidatos” representa uma oportunidade ímpar de promover o diálogo, ouvir pontos de vista diferentes e agregar propostas de gestão para Minas.

Na visão do presidente do Codese-BH, Marcos Innecco, o “Encontro com Candidatos” é uma rica oportunidade de diálogo. “Apresentarmos uma agenda de futuro para Belo Horizonte estendendo para os outros municípios mineiros, mas, mais do que entregar propostas, queremos deixar claro que o futuro governador encontrará em nós um espaço permanente de diálogo com a sociedade civil”, afirmou Innecco.

Sobre o autor

Ana Karenina Berutti

Repórter do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo e mestre em Letras pela PUC Minas. Experiência de 30 anos em cobertura política e econômica.

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