AngloGold Ashanti investirá até US$ 250 milhões em Minas Gerais e define o retorno das atividades em Santa Bárbara
A AngloGold Ashanti investirá entre US$ 200 milhões e US$ 250 milhões em Minas Gerais, como parte de um plano global de aportes de US$ 750 milhões a US$ 900 milhões na expansão de suas operações. A expectativa é de um incremento significativo na produção anual de ouro com as inversões. As informações constam nos relatórios de resultados do terceiro trimestre, divulgados nesta semana pela companhia.
Entre os principais projetos de crescimento previstos no Estado estão a retomada da operação de Córrego do Sítio (CDS), em Santa Bárbara, na região Central, e o ganho de produtividade da mina subterrânea de Cuiabá, em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Juntos, eles devem gerar mais 75 mil onças de ouro anuais.
Além de Minas Gerais, o plano de investimentos da AngloGold contempla ativos na Tanzânia (US$ 480 milhões a US$ 580 milhões) e Guiné (US$ 70 milhões). Nesses países, a mineradora prevê 200 mil onças adicionais por ano, sendo cem mil em cada um.
Considerando o ramp-up de outro ativo em Gana, com projeção de entregar mais 130 mil onças à produção anual, a empresa estima aumento de 300 mil a 450 mil onças em relação à base de 2025 até o fim da década. No ano passado, ela produziu 3,1 milhões de onças.
Detalhes dos projetos no Estado e previsão de volta das atividades em Santa Bárbara
Conforme detalhado em uma das apresentações, o escopo do projeto da AngloGold Ashanti na mina subterrânea de Cuiabá envolve investimentos em duas frentes: na otimização do manuseio de materiais e na infraestrutura para operar em níveis profundos, incluindo implementação de ventilação, refrigeração e preenchimento com pasta (paste fill).
A meta é alcançar 1,9 milhão de toneladas por ano de minério bruto com as melhorias, volume que também considera a quantidade extraída da mina subterrânea de Lamego, em Caeté, na RMBH. A empresa não diz a estimativa de produção adicional de onças de ouro.
Já o escopo da volta do Córrego do Sítio é descrito como um reinício seguro como fonte satélite de minério. Pelo que consta no documento, a empresa vai extrair minério nas minas subterrânea e a céu aberto de CDS, produzir o concentrado de ouro na planta de CDS e transportar, por caminhões, para a planta metalúrgica de Queiroz, em Nova Lima, na RMBH. A refinaria também recebe, mas por teleférico, o concentrado de ouro produzido na planta de Cuiabá após o minério bruto ser extraído nas minas de Cuiabá e Lamego.
O retorno do complexo minerário em Santa Bárbara deve trazer um incremento anual entre 50 mil e 60 mil onças por ano à produção da companhia, com a extração de 800 mil toneladas anuais de minério bruto. A previsão de retorno das atividades, suspensas desde 2023, é para o primeiro trimestre do ano que vem.
Foi a primeira vez que a mineradora estimou uma data para o retorno da operação. Em agosto, a empresa anunciou a retomada, confirmando a informação antecipada pelo Diário do Comércio em abril, mas disse apenas que trabalhava para reativar em 2027.
À época, o presidente da AngloGold Ashanti Latam, Luís Lima, também afirmou que a companhia já tinha obtido a aprovação dos órgãos ambientais para o retorno e aguardava a autorização por parte da Agência Nacional de Mineração (ANM). O executivo ainda explicou que o plano é voltar com as atividades na mina CDS 1 e na planta de CDS.
Procurada para comentar sobre os investimentos previstos em Minas Gerais e sobre o andamento do processo de retomada do Córrego do Sítio, a empresa não respondeu.
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