Recuperação do Rio Doce tem 751 projetos pré-selecionados para receber investimentos de R$ 225 milhões; veja a lista

Conheça as 751 propostas preliminarmente selecionadas pelo Edital Rio Doce Participativo para recuperação de áreas afetadas em MG
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Recuperação do Rio Doce tem 751 projetos pré-selecionados para receber investimentos de R$ 225 milhões; veja a lista
Foto: Reprodução Adobe Stock

Mais de 700 propostas voltadas a ações de recuperação de áreas afetadas pelo rompimento da Barragem de Fundão, em Mariana, na região Central de Minas Gerais, foram selecionadas para receber investimentos de até R$ 225 milhões.

O documento com o resultado parcial e impacto potencial do Edital Rio Doce Participativo e Comunitário foi divulgado pelo Banco do Brasil, por meio da Fundação BB, em parceria com a Secretaria-Geral da Presidência da República. O montante será destinado para projetos comunitários, destinados a impulsionar ações de desenvolvimento socioeconômico, fortalecimento comunitário e reparação social.

O objetivo é fortalecer comunidades locais e impulsionar o desenvolvimento socioeconômico dos territórios atingidos. Além de 751 propostas selecionadas, outras 631 foram elencadas no contexto do Cadastro de Reserva. Confira a lista completa com as propostas contempladas e aquelas na reserva no site da Fundação Banco do Brasil.

Os projetos, que serão definidos após a fase de recursos, têm potencial de impacto em até 49 municípios de Minas e do Espírito Santo, beneficiando diretamente comunidades da Bacia do Rio Doce e do litoral norte capixaba. As iniciativas, nesta lista preliminar, têm potencial de atuação em diversas áreas.

Entre elas estão economia popular e solidária, reabilitação territorial, transição climática, fortalecimento de povos indígenas, comunidades quilombolas e tradicionais.

O processo seletivo considerou critérios técnicos, capacidade de execução, aderência aos objetivos do edital e potencial de impacto social nos territórios beneficiados. A seleção priorizou propostas alinhadas às demandas das comunidades e às diretrizes estabelecidas pelo Fundo de Participação Social do Rio Doce, com foco na promoção do desenvolvimento local sustentável e na redução das desigualdades.

Próximas etapas do projeto

Bacia do Rio Doce
Foto: Tânia Rêgo/ Agência Brasil

A partir do resultado parcial, as entidades proponentes poderão apresentar recursos até esta terça-feira (22), exclusivamente pelo sistema de inscrições e dentro do prazo estabelecido no cronograma do edital. O recurso deve ser cadastrado e enviado obrigatoriamente por meio do sistema no site da fundação. Para isso, é preciso utilizar o login do representante legal ou do procurador autorizado pela instituição proponente.

Os participantes devem ficar atentos, pois se o recurso não for interposto dentro do período fixado no cronograma, a entidade perde o direito de contestação e a Comissão de Seleção dará prosseguimento regular ao processo. Os pedidos serão analisados pela comissão e, caso sejam acolhidos, poderão resultar em nova avaliação das propostas classificadas.

Após a conclusão da fase recursal, o resultado final será publicado no portal da fundação no dia 5 de outubro. A etapa de formalização das propostas selecionadas está prevista para o dia 13 do próximo mês. Somente após essa etapa serão confirmados, em caráter definitivo, o quantitativo de projetos apoiados, os municípios contemplados e o volume de recursos a ser investido.

As ações buscam contribuir para consolidar um processo de reparação orientado pela participação social, pelo desenvolvimento sustentável e pelo fortalecimento da autonomia dos territórios beneficiados. Elas integram o Acordo do Rio Doce, instrumento jurídico firmado entre o Governo Federal, os estados de Minas e Espírito Santo e as empresas responsáveis pela barragem.

Cronograma atualizado

  • Previsão para divulgação do resultado parcial: 17 de setembro;
  • Prazo para recursos: 17 de setembro a 22 de setembro;
  • Previsão de publicação do resultado final: 5 de outubro;
  • Previsão para formalização: 13 de outubro.

Sobre o autor

Leonardo Leão

Repórter do Diário do Comércio desde 2022. Graduado em Jornalismo pela Estácio.

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